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Câncer: estudo aponta importância de equipe na análise de exames

Estudo brasileiro apresentado nos EUA mostra que o treinamento dos profissionais é tão importante quanto a qualidade do exame

atualizado

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fita azul relacionada ao câncer de próstata - Metrópoles
1 de 1 fita azul relacionada ao câncer de próstata - Metrópoles - Foto: marijana1/Pixabay

Um estudo brasileiro feito por médicos do grupo Oncoclínicas de Brasília mostra que o treinamento e a experiência dos profissionais de medicina nuclear que realizam e avaliam os exame PET-Psma, destinado ao diagnóstico e tratamento do câncer de próstata, têm grande influência na indicação de tratamento dos pacientes e, consequentemente, na qualidade de vida deles.

Os resultados da pesquisa foram apresentados no Congresso da Sociedade Americana de Urologia (AUA), que ocorreu entre os dias 28 de abril e 1º de maio, em Chicago, nos Estados Unidos. “O estudo mostra que não basta o paciente ter acesso ao exame, precisa ser em um lugar com experiência em avaliação para ajudar o médico a tomar decisões corretas”, afirma o médico Paulo Lages, oncologista de Brasília que é o principal autor do estudo.

O PET-Psma é o principal exame de imagem para avaliação do pacientes com câncer de próstata recorrente – onde o indivíduo já fez cirurgia ou radioterapia anteriormente – ou de alto risco. Os resultados, muitas vezes, determinam o manejo do tratamento.

“Toda abordagem se baseia em uma avaliação pré-tratamento que seja a melhor possível. Se você tem um exame pouco acurado para tomar a decisão, pode aumentar as chances de fazer uma escolha errada, como uma cirurgia desnecessária”, afirma Lages.

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O objetivo dos pesquisadores era analisar a associação do PSA combinado e do escore de Gleason – escala que leva em consideração as características celulares e histológicas que constituem o tumor – com as taxas de detecção de PET-Psma.

Para isso, eles usaram um banco de dados institucional de pacientes com recorrência bioquímica (BCR) que realizaram o exame entre outubro de 2015 e julho de 2022. Os participantes foram estratificados com base no momento do exame e uma revisão retrospectiva foi realizada.

Considerando que a mesma equipe avalia os exames desde 2015, os dados mostraram que o treinamento dos profissionais de medicina nuclear melhorou as taxas de detecção. “O estudo mostra de forma clara que um time com treinamento em avaliar o exame vai ser responsável por uma exatidão muito maior, no sentido de ser um exame mais confiável, para que o médico possa tomar a decisão de operar ou não um paciente com muito mais assertividade”, esclarece Lages.

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