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Ministério da Saúde barra produção da vacina Qdenga pela Fiocruz

Decisão impede a produção nacional da vacina da dengue da Takeda e mantém a imunização dependente de importação pelo SUS

atualizado

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Foto colorida de menina sendo vacinada. Vacina - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de menina sendo vacinada. Vacina - Metrópoles - Foto: bymuratdeniz/ Getty Images

O Ministério da Saúde decidiu não aprovar o projeto que permitiria a produção da vacina contra a dengue da farmacêutica Takeda no Brasil, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A proposta previa uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que possibilitaria a fabricação do imunizante em território nacional, com transferência gradual de tecnologia.

Em nota enviada ao Metrópoles, a pasta informou que o projeto não atendia aos critérios do programa por não assegurar acesso integral ao conhecimento necessário para a produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), etapa considerada essencial para a fabricação completa de vacinas no país.

Segundo o ministério, sem essa transferência, a iniciativa não cumpriria o objetivo de fortalecer a capacidade nacional de produção de imunizantes estratégicos.

Limitações estruturais pesaram na decisão

De acordo com a Fiocruz, a vacina Qdenga utiliza a mesma plataforma tecnológica empregada na produção de outros imunizantes fabricados em Bio-Manguinhos. “Considerando as instalações atuais, portanto, a eventual produção do IFA para esse imunizante ficaria limitada”, afirmou em nota.

Diante desse cenário e das demandas estratégicas definidas pelo Ministério da Saúde, a instituição informou que não pretende apresentar um novo pedido para retomar a parceria. Com isso, a fabricação da vacina da Takeda seguirá fora do país.

Vacina é aplicada em duas doses

A vacina Qdenga é aplicada em duas doses e já integra o Sistema Único de Saúde (SUS), com indicação para adolescentes de 10 a 14 anos. A produção nacional poderia facilitar a ampliação da vacinação para outras faixas etárias, ao reduzir custos e prazos de fornecimento, mas essa possibilidade fica afastada com a decisão.

A Takeda afirmou à reportagem que “esteve preparada e disposta para viabilizar a parceria, do ponto de vista técnico”. A empresa disse ainda que segue aberta ao diálogo com o Ministério da Saúde e o governo federal para contribuir com alternativas que ampliem o acesso à vacina e reforcem a capacidade de imunização no país.

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