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Saúde

Menino de 6 anos começa a ter crises de raiva e é diagnosticado com AVC

Connor passou quase cinco meses internado, precisou reaprender a falar e a andar e segue em reabilitação após hemorragia cerebral

09/10/2026 14:53
Reprodução / Redes Sociais
Foto colorida de criança em maca hospitalar, conectada a tubos e com a cabeça enfaixada - Metrópoles

Em maio de 2025, quando Connor Halloran, 6 anos, começou a ter crises de raiva e ficar bastante emotivo, seus pais atribuíram o comportamento à mudança de casa e de escola.

Até então, a criança era descrita pela família como saudável e ativa. Mas, naquele momento, o menino dava indício de que estava sofrendo um acidente vascular cerebral pediátrico.

Segundo relato dos familiares atráves das redes sociais, tudo mudou muito rápido. Foi durante um domingo comum que Connor começou a passar mal. Levado ao hospital, foi detectada uma malformação arteriovenosa, que é uma alteração nos vasos sanguíneos do cérebro. Um desses vasos se rompeu e provocou uma hemorragia.

Esse foi apenas o início de uma internação que duraria quase cinco meses. Durante os primeiros 27 dias, ele foi submetido a duas grandes cirurgias neurológicas, incluindo uma craniotomia de emergência, procedimento que envolve a abertura de parte do crânio para permitir o acesso ao cérebro.

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Quando acordou, Connor apresentava lesão cerebral grave e precisou reaprender a engolir, comer e falar. Ao longo da recuperação, também voltou a ficar em pé e, posteriormente, a dar passos, embora as sequelas tenham comprometido os movimentos do lado esquerdo do corpo.

Reprodução / Redes SociaisFoto colorida da cabeça de uma criança após um procedimento cirúrgico, com ênfase na cicatriz - Mretrópoles.
Connor passou por várias cirurgias e ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado

Segundo a Cleveland Clinic, o AVC pediátrico ocorre antes dos 18 anos e, embora seja raro, exige atendimento imediato. Pode ser isquêmico, quando um coágulo interrompe a circulação, ou hemorrágico, quando há sangramento no cérebro, como ocorreu com Connor. Malformações dos vasos sanguíneos estão entre as possíveis causas.

Segundo especialistas, crianças pequenas nem sempre apresentam os sintomas típicos observados nos adultos, o que pode dificultar o reconhecimento. Alterações de comportamento estão entre as manifestações possíveis.


AVC pediátrico: sinais e cuidados

  • Movimentos e comunicação: fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, compreender palavras, engolir ou coordenar movimentos estão entre os sinais possíveis.
  • Outras manifestações: convulsões, dor de cabeça, náuseas, vômitos e alterações na visão ou no comportamento também podem ocorrer.
  • Diagnóstico: a avaliação dos sintomas e exames como tomografia e ressonância ajudam a identificar o AVC.
  • Atendimento: a suspeita exige avaliação de emergência, pois o tratamento rápido pode fazer diferença na recuperação.

Recuperação continua após a alta

Hoje com 7 anos, Connor vive com hemiplegia à esquerda, uma paralisia que afeta aquela metade do corpo. Ele utiliza cadeira de rodas e conta com uma órtese articulada, que dá suporte ao tornozelo e ao pé, para caminhar, enquanto o braço e a mão esquerdos permanecem bastante comprometidos.

Segundo os pais, a alta hospitalar marcou o início de uma nova etapa, porque a reabilitação continuará acompanhando o crescimento do menino. Connor já faz terapia particular semanalmente, e a família criou uma campanha de arrecadação para custear programas intensivos que possam melhorar seus movimentos e ampliar sua independência.

Apesar das dificuldades, Connor voltou à escola regular, continua apaixonado por futebol e mantém o hábito de fazer as pessoas rirem. Para os pais, o objetivo é ajudá-lo a participar das atividades com os colegas e conquistar mais autonomia, respeitando o ritmo de uma recuperação que ainda está em andamento.