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Angiologista explica por que mãos e pés gelados podem indicar doenças

Mãos e pés gelados podem revelar problemas na circulação, na tireoide e no controle da glicose, além de efeitos da perda de peso rápida

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Foto em close-up dos pés de uma mulher sentada no sofá - Angiologista explica por que mãos e pés gelados podem indicar doenças - Metrópoles
1 de 1 Foto em close-up dos pés de uma mulher sentada no sofá - Angiologista explica por que mãos e pés gelados podem indicar doenças - Metrópoles - Foto: Westend61/Getty Images

Sentir as mãos e os pés gelados de vez em quando é normal, principalmente em dias frios ou depois de um susto. O problema é quando essa sensação aparece sem motivo claro e passa a fazer parte da rotina.

Alterações na circulação, nos hormônios, no metabolismo e até no sistema nervoso estão entre as causas possíveis. Entender esses mecanismos ajuda a diferenciar o que é só um incômodo do que realmente merece atenção médica.

Má circulação pode explicar mãos e pés gelados

Em muitos casos, as extremidades ficam frias porque o sangue não consegue chegar de forma adequada. Problemas nas artérias, como obstruções ou inflamações, diminuem a passagem de oxigênio e de calor, deixando as mãos e os pés sempre gelados.

Algumas doenças também causam contrações rápidas dos vasos, como o fenômeno de Raynaud. Nas crises, os dedos podem mudar de cor, ficando pálidos ou arroxeados, e a temperatura cai de forma repentina.

O cirurgião Herik de Oliveira, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, explica que algumas mudanças na temperatura acontecem porque os vasos podem reagir de forma exagerada a estímulos simples, como frio ou estresse.

“Além das obstruções e inflamações, existem doenças vasomotoras que fazem os vasos se contrair de forma abrupta diante do frio, de substâncias químicas ou até de emoções fortes, e isso reduz de imediato o aquecimento das extremidades”, afirma Oliveira.

Além disso, alterações nas veias, como varizes e sequelas de trombose, também atrapalham a circulação e deixam ainda mais forte a sensação de frio. Nesse contexto, o corpo tenta enviar mais sangue para os órgãos internos, o que reduz o calor que chega às extremidades.

Alterações hormonais também influenciam mãos e pés gelados

Alterações na tireoide estão entre as principais causas do sintoma. A redução na produção dos hormônios tireoidianos desacelera o metabolismo e diminui a geração de calor, o que deixa as extremidades naturalmente mais frias. Mudanças hormonais de outras fases da vida, como menopausa e andropausa, também afetam a regulação da temperatura.

Outro ponto importante é que a perda de peso muito rápida reduz a camada de gordura que ajuda a manter o calor. Isso aumenta a sensibilidade ao frio e faz com que as mãos e os pés fiquem gelados com mais facilidade.

Foto colorida de mulher com frio esquentando as mãos - Angiologista explica por que mãos e pés gelados podem indicar doenças - Metrópoles
O corpo usa as extremidades para mostrar que algo não vai bem na circulação, nos hormônios ou no metabolismo

Diabetes e alterações neurológicas

A neuropatia diabética, que surge depois de longos períodos de glicemia elevada, danifica os nervos responsáveis pela sensibilidade térmica. Com isso, mãos e pés podem parecer frios mesmo em ambientes mais quentes.

A endocrinologista Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo (SBEM-SP), destaca que essas mudanças na temperatura corporal vêm acompanhadas de alguns outros sintomas.

“A diabetes mal controlada compromete toda a termorregulação. O paciente pode sentir frio, calor, formigamento, queimação ou dormência nas extremidades, e essa alteração de sensibilidade modifica completamente a forma como o corpo percebe a temperatura”, ressalta Andressa.

Além disso, a diabetes ainda favorece o surgimento de problemas arteriais, que dificultam a chegada do sangue nas mãos e nos pés.

Medidas práticas para diminuir o desconforto

Alguns cuidados ajudam a reduzir a sensação de mãos e pés gelados. Manter o corpo aquecido, usar meias e luvas e evitar exposição ao frio melhora a circulação. Atividade física regular também favorece o fluxo de sangue e reduz o desconforto no dia a dia.

Banhos mornos são indicados nos momentos de maior incômodo. Já o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o uso de medicamentos que contraem os vasos devem ser evitados, pois pioram a sensação de frio nas extremidades.

Se o problema aparece com frequência ou surge acompanhado de dormência e dor, a avaliação médica é fundamental para identificar a causa e orientar o tratamento mais adequado.

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