Jovem descobre gravidez na hora do parto: “Achei que era gastrite”

Mulher usava anticoncepcional há 8 anos sem pausa. Apesar do susto, criança nasceu saudável

atualizado 08/04/2021 16:21

ana paola de toledoArquivo Pessoal

Tomando pílula anticoncepcional sem intervalo há 8 anos, Ana Paola de Toledo Souza, 29, acreditava estar sofrendo com gastrite desde agosto de 2020. O cafezinho de todo dia começou a fazer mal para o estômago, e a jovem procurou atendimento médico. Saiu do consultório com remédios para a condição, e um encaminhamento para um médico especializado.

Com a alimentação desregrada, comendo bastante besteira, ela não conseguiu marcar o retorno. Arranjou emprego em loja de roupas e em lanchonete, onde precisava ficar muito tempo em pé, e percebeu os pés muito inchados. Ana Paola chegou a pedir demissão com medo de problemas de circulação.

Ela conta que ganhou alguns quilos durante a pandemia, mas nada o suficiente para fazê-la suspeitar de uma gestação. Não sentiu nenhum chute ou o batimento cardíaco do bebê.

Em 1º/4, a jovem acordou com cólica e a barriga dura, e urinando um líquido branco. Uma pesquisa rápida dos sintomas na internet indicou que ela estava em trabalho de parto. “Desacreditei, tentei descartar essa possibilidade, meu namorado e minha mãe também. Porque não tinha como acreditar que eu estava com um filho na barriga e já para nascer”, contou, em entrevista ao G1.

Ela foi ao hospital, onde fez um exame de urina que acusou infecção urinária e anemia. Para tirar a dúvida, Ana e o namorado compraram um teste de farmácia e receberam, com surpresa, o resultado positivo.

O casal voltou para o hospital, e o médico pediu um exame de gravidez, mas o resultado só sairia em oito horas. Sem tempo para esperar e sentindo muita dor, Ana seguiu para uma maternidade. Lá, apresentou o teste de farmácia, explicou a situação, e foi encaminhada com urgência para atendimento com ginecologista.

“Nem a equipe médica conseguia acreditar que eu estava grávida”, lembra. A jovem já estava com quatro centímetros de dilatação e foi internada às pressas.

“Não deu tempo nem de saber o sexo antes do parto. Simplesmente nasceu uma menina perfeita. Enquanto a médica retirava minha placenta, meu namorado pesquisava o significado do nome Manuelly, que é ‘Deus conosco’, e coincidiu com o que acabamos de viver. Foi inesperado, sem planejamento, mas foi nosso melhor presente. Deus é tão perfeito que a nossa Manu nasceu super saudável. Eu não me cuidei a gestação inteira, tomei vários medicamentos por conta da gastrite, remédios para azia, e faço uso do gardenal, porque, desde pequena, tenho crises convulsivas se não o tomo”, explica.

Manu e Ana já receberam alta e passam bem.

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