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Copa do Mundo 2026Saúde

Recuperação física e menos desgaste diminuem lesões de jogadores

Recuperação adequada, sono e fisioterapia ajudam os atletas a manterem o desempenho e reduzirem riscos em calendários apertados

19/06/2026 09:30, atualizado 19/06/2026 10:01
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Rafael Ribeiro/CBF
Neymar treinando em academia com profissionais da Seleção Brasileira - Metrópoles

A recuperação entre uma partida e outra se tornou uma das etapas mais importantes da preparação esportiva. Em modalidades com calendários intensos, como o futebol, o tempo entre os jogos muitas vezes é menor do que o ideal para que o organismo retorne ao seu estado normal. Por isso, equipes multidisciplinares investem em estratégias que ajudam os atletas a recuperar energia, reduzir o desgaste físico e diminuir o risco de lesões.

O processo envolve uma combinação de medidas, como hidratação, alimentação adequada, sono de qualidade, fisioterapia e atividades de baixa intensidade. Especialistas destacam que não existe uma única solução capaz de acelerar a recuperação, mas, sim, um conjunto de cuidados que, quando combinados, contribuem para melhores resultados.

Atleta precisa de tempo para recuperar o organismo

Após uma partida, o corpo inicia uma série de processos biológicos para reparar os danos causados pelo esforço físico. Segundo o médico do esporte André Pedrinelli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, as alterações musculares provocadas pela sobrecarga atingem seu pico cerca de 24 horas após o jogo. De acordo com o especialista, a recuperação completa normalmente exige pelo menos três dias de intervalo.

“O principal objetivo da recuperação é permitir que o organismo volte a suportar cargas elevadas de esforço com segurança”, afirma Pedrinelli.

Quando esse período não é respeitado, os riscos aumentam. “É comum que atletas precisem competir antes da recuperação completa por questões esportivas e de calendário, mas isso exige monitoramento constante da equipe médica”, destaca.

Fisioterapia ajuda a acelerar a recuperação

Além do descanso, a fisioterapia desempenha papel fundamental no retorno do atleta às melhores condições físicas. A fisioterapeuta Patrícia Lacombe, da Associação Brasileira de Qualidade de Vida, explica que a avaliação individual permite identificar sinais precoces de fadiga e sobrecarga.

Entre os recursos utilizados, estão terapia manual, exercícios específicos, compressão mecânica, massagens e crioterapia. Essas estratégias auxiliam na melhora da circulação sanguínea, na mobilidade e no controle do desconforto muscular.

“A recuperação não acontece apenas com repouso. O acompanhamento fisioterapêutico ajuda a restaurar funções importantes para que o atleta volte a competir com segurança”, explica Patrícia.

A especialista ressalta que o processo também depende de fatores básicos, muitas vezes negligenciados pelos atletas. “Sono, hidratação e alimentação adequada continuam sendo os pilares mais importantes da recuperação esportiva, afirma.

Ignorar sinais de fadiga aumenta risco de lesões

Especialistas alertam que um dos erros mais comuns é retornar aos treinamentos ou às competições sem que o organismo tenha concluído os processos de recuperação. Entre os sinais de alerta, estão dores musculares persistentes, sensação de peso nas pernas, perda de força, alterações no sono e queda de desempenho.

Segundo o médico do esporte, o acúmulo de partidas em curto intervalo aumenta significativamente o risco de problemas físicos. Isso ocorre porque o atleta passa a competir com o organismo ainda sob efeito do desgaste anterior.

A fisioterapeuta acrescenta que a recuperação inadequada também pode gerar compensações biomecânicas, favorecendo lesões musculares, tendíneas e articulares.

Por isso, cada vez mais, os clubes têm investido em protocolos personalizados de recuperação. O objetivo é não apenas reduzir dores após os jogos, como também garantir que os atletas mantenham o desempenho ao longo da temporada e consigam suportar as exigências de um calendário cada vez mais intenso.

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