Cirurgiã vascular explica a importância das gorduras boas para a saúde
Essenciais para a circulação e aliadas do coração, as “gorduras do bem” fazem diferença quando incluídas de forma equilibrada na alimentação
atualizado
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É importante repensar os hábitos alimentares e investir em escolhas que favoreçam o bem-estar. E um dos pontos em destaque quando falamos de nutrição é a saúde vascular, fortemente influenciada pelo consumo das chamadas “gorduras do bem”.
Apesar da fama negativa que as gorduras carregam, nem todas devem ser vistas como vilãs. Os ácidos graxos insaturados, presentes em alimentos como abacate, azeite de oliva, castanhas, nozes, amêndoas e peixes ricos em ômega-3, são fundamentais para proteger o organismo, principalmente o sistema cardiovascular.
Benefícios diretos no coração e na circulação
De acordo com a médica cirurgiã vascular Cristienne Souza, da Venous, os efeitos positivos das gorduras boas vão muito além da nutrição básica.
“O acúmulo de colesterol LDL (conhecido como ruim) nas paredes das artérias pode levar à aterosclerose, um fator de risco significativo para doenças cardíacas”, explica. Entre os principais impactos da alimentação com as gorduras boas está o aumento do colesterol HDL (considerado o bom) e a redução do LDL (ruim).
Outro ponto essencial está relacionado à inflamação. “A inflamação crônica é um dos principais fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas, e os ácidos graxos insaturados, como os ômega-3, têm a capacidade de reduzir a inflamação no corpo”, completa Cristienne.
Como diferenciar gorduras boas das ruins
Se as gorduras insaturadas são benéficas, o mesmo não se pode dizer das gorduras saturadas e trans, associadas a um risco maior de doenças cardiovasculares. Segundo a especialista, é possível perceber a diferença até mesmo em sua aparência.
“As gorduras boas são líquidas à temperatura ambiente. Por outro lado, aquelas prejudiciais à saúde são sólidas à temperatura ambiente. Além disso, são comumente encontradas em fontes de origem animal e alimentos processados. Também estão muito presentes em carnes gordurosas, produtos de laticínios integrais, alimentos fritos e muitos produtos industrializados”, alerta a cirurgiã.
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