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Saúde

Homem morre depois de consumir água de coco podre. Entenda os riscos

Homem comprou fruta pré-raspada e a manteve guardada fora da geladeira. O caso foi estudado por pesquisadores da Dinarmarca

04/04/2025 13:40, atualizado 04/04/2025 14:58
Getty Images
Imagem colorida de água de coco raspada - Metrópoles

Um homem de 69 anos morreu após consumir uma água de coco contaminada por um fungo tóxico. Ele tinha comprado o coco há um mês e o manteve guardado fora da geladeira. O caso aconteceu na Dinamarca e foi relatado e publicado na revista científica Emerging Infectious Diseases em 2021.

De acordo com o artigo, quando ingeriu o alimento, o aposentado notou um gosto ruim e engoliu apenas uma pequena quantidade do líquido. Ao abrir o coco, ele descobriu que o interior estava viscoso e parecia podre – ele descartou o líquido e a fruta no lixo.

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No entanto, três horas depois, o homem de identidade não revelada começou a ter crises de suor, náuseas e vômitos, e foi necessário chamar uma ambulância. Aos profissionais de saúde, além de estar com a pele pálida e úmida, ele relatou sentir-se confuso e com dificuldades para se equilibrar.

Chegando ao hospital, foram realizados exames de ressonância magnética, que mostraram que o idoso tinha inchaço cerebral grave, causando confusão nos médicos sobre o que seria responsável pelo diagnóstico.

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O paciente teve encefalopatia metabólica – que acontece quando o metabolismo causa disfunção cerebral – e foi transferido para uma unidade de terapia intensiva (UTI). Cerca de 26 horas depois que chegou ao hospital, o dinamarquês teve a morte cerebral declarada e os aparelhos que o mantinham vivo foram desligados.


Cuidados com a água de coco

  • Cocos pré-raspados devem ser armazenados na geladeira para mantê-los frescos.
  • A água de coco é um alimento perecível e deve ser consumida em poucos dias.
  • Somente cocos inteiros podem ser guardados em temperatura ambiente.

Riscos de consumir água de coco contaminada

Depois da morte, uma autópsia revelou que o homem tinha fungos crescendo em sua traqueia. Inicialmente, os médicos acreditavam que isso havia acontecido devido a uma toxina chamada de flavotoxina A.

No entanto, análises mais aprofundadas no coco mostraram que o fungo Arthrinium saccharicola havia se proliferado no organismo do idoso. O microrganismo produz o composto tóxico ácido 3-nitropropiônico, causando danos cerebrais graves.

Imagem colorida de cocos armazenados em refrigerador - Metrópoles
Cocos pré-raspados devem ser armazenados em geladeiras ou refrigeradores

Outros casos de envenenamento pela toxina já foram relatados em outros países, como na China. Geralmente, as vítimas apresentavam sintomas semelhantes, que incluíam vômitos e diarreias, podendo ser acometidas também por encefalopatia.

Atualmente, não existe nenhum antídoto para combater os efeitos do veneno, e o tratamento consiste no controle dos sintomas. Os pesquisadores envolvidos no estudo classificaram o caso como “desafiador”.

“A colaboração entre diversas autoridades nacionais e internacionais contribuiu para resolver este caso, proporcionando uma compreensão da rápida progressão da doença e da morte súbita do paciente”, escrevem os autores no artigo.

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