Henri Castelli no BBB: o que é convulsão e o que fazer em uma crise
O ator deixou a primeira prova do líder do BBB 26 depois de passar mal. Participantes pediram por ajuda à produção
atualizado
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Henri Castelli precisou deixar a primeira prova do líder do BBB 26 após passar mal. O ator caiu da plataforma em que estava, na manhã desta quarta-feira (14/1), debatendo o corpo no chão durante a prova de resistência. Imediatamente, os outros brothers pediram ajuda à produção, afirmando que ele estaria sofrendo uma convulsão.
Ele foi retirado da prova para receber atendimento médico. O motivo do mal-estar ainda não foi revelado, mas a produção do BBB 26 tranquilizou os participantes do reality informando que o ator passa bem.
“Atenção: Henri está sob cuidados médicos e está consciente. Está tudo bem”, disse o Big Boss aos participantes.
O que é convulsão?
A convulsão é a contratura involuntária da musculatura, podendo provocar movimentos desordenados, conhecidos como espasmo, geralmente acompanhados de perda da consciência, olhos virados para cima, salivação e liberação dos esfíncteres.
A crise convulsiva pode durar de alguns segundos a cinco minutos, em média. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), agência de saúde dos Estados Unidos, uma em cada dez pessoas pode ter uma convulsão em algum momento da vida.
O que pode causar convulsão?
As convulsões são causadas por uma descarga elétrica anormal no cérebro. A causa mais comum das crises convulsivas é a epilepsia, mas elas também podem ocorrer devido a outras condições. Entre elas, a neurologista Natasha Consul Sgarioni, da Clínica Mantelli, destaca:
- Febre alta (em crianças);
- Privação de sono;
- Uso excessivo de álcool ou outras drogas;
- Hipoglicemia;
- Desequilíbrios de sais minerais (como sódio e cálcio);
- Infecções cerebrais;
- Traumas na cabeça;
- E até estresse extremo.
“Todos nós temos o que chamamos de limiar convulsivo. Em pessoas com epilepsia, esse limiar é mais baixo, mas qualquer um pode ter uma crise se ultrapassá-lo”, esclarece a médica.
O que fazer durante uma crise?
Em situações de crises convulsivas, o foco principal é proporcionar segurança ao paciente. O primeiro passo é chamar atendimento médico, mas enquanto o socorro não chega, a prioridade deve ser proteger a pessoa para evitar possíveis lesões.
As principais recomendações são:
- Manter a calma para conseguir ajudar o paciente;
- Afaste objetos que podem machucar, como móveis e óculos;
- Proteja a cabeça da pessoa com uma almofada, travesseiro ou pano para que ela não bata no chão durante os espasmos;
- Não tente conter os espasmos;
- Se ocorrer salivação excessiva, vire delicadamente a cabeça para o lado para evitar que sufoque com a própria saliva;
- Chame os serviços de emergência.
Crises convulsivas são graves?
Nem toda convulsão representa um risco imediato à saúde. A maioria dura menos de dois minutos e se resolve sozinha, conforme explica Natasha.
Mas quando a crise ultrapassa cinco minutos ou ocorre repetidamente sem que a pessoa recupere a consciência entre os episódios, é necessário que o atendimento médico seja urgente. A condição é chamada de estado de mal epiléptico.
O risco também aumenta se a crise ocorre durante atividades perigosas, como nadar, dirigir ou estar em locais altos. Doenças cardíacas ou respiratórias pré-existentes podem agravar ainda mais o quadro.
O neurologista e neurocirurgião Wanderley Cerqueira de Lima, da Rede D’Or e do Hospital Albert Einstein, alerta que as crises convulsivas devem ser investigadas.
“Quando ocorrem pela primeira vez em adultos, várias causas devem ser consideradas. Por exemplo, um paciente com baixa de glicose pode apresentar uma convulsão”, explica Lima.
O que fazer após uma crise?
O ideal é buscar avaliação médica com um neurologista. Os exames iniciais incluem análises de sangue para verificar glicose, minerais e função renal; eletroencefalograma — que avalia a atividade elétrica do cérebro e pode indicar epilepsia; e exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. Em alguns casos, também pode ser feita a análise do líquor (líquido da espinha) para descartar infecções como meningite ou encefalite.
