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É gripe ou resfriado? Entenda as diferenças e os mitos mais comuns

Com sintomas parecidos, gripe e resfriado ainda geram dúvidas. Médicas esclarecem mitos comuns sobre essas infecções comuns do inverno

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raquel arocena torres/Getty Images
Mulher adulta na natureza sofrendo de alergia, gripe ou resfriado
1 de 1 Mulher adulta na natureza sofrendo de alergia, gripe ou resfriado - Foto: raquel arocena torres/Getty Images

Com a chegada do inverno, fica cada vez mais comum ver pessoas espirrando e tossindo, e é difícil saber se trata-se de uma gripe ou um resfriado. Apesar de parecidos, os dois quadros têm diferenças importantes.

Segundo a infectologista Renata Zorzet Manganaro de Oliveira, que atua no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto (SP), a principal diferença entre a gripe e o resfriado está na intensidade dos sintomas e na gravidade do quadro.

“A gripe e o resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus diferentes e, embora tenham sintomas parecidos, diferem principalmente em intensidade e gravidade”, explica.

O resfriado é geralmente leve e limitado às vias aéreas superiores, como nariz e garganta. Costuma causar congestão nasal ou coriza, espirros, dor de garganta e, em alguns casos, tosse leve. A febre é rara, e quando aparece, tende a ser baixa. O quadro pode ser causado por vírus como o rinovírus e o adenovírus.

Já a gripe é causada pelo vírus influenza. O quadro costuma ter início súbito e provoca sintomas mais intensos, que afetam todo o corpo. Entre os sinais mais comuns estão febre alta, calafrios, dor muscular, dor de cabeça intensa, mal-estar geral, cansaço extremo, tosse seca e dor de garganta.

Além disso, o risco de transmissão da gripe começa antes mesmo de os sintomas aparecerem. “Uma pessoa com gripe pode começar a transmitir o vírus até um dia antes dos sintomas e continua transmitindo por cerca de cinco a sete dias depois”, afirma a médica generalista Thaina Mariz, que atende em Brasília.

A especialista destaca que, no caso das crianças ou de pessoas com a imunidade mais baixa, esse tempo pode ser ainda maior.

Confira os principais mitos sobre a gripe:

1 – A vacina pode causar gripe?

Não. A vacina contra a gripe é produzida com vírus inativado ou apenas fragmentos dele, que não têm capacidade de causar a doença.

“Algumas pessoas podem sentir reações leves, como dor no local da aplicação ou mal-estar, mas isso não é gripe nem resfriado”, afirma a infectologista Fernanda Rick, da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL).

2 – Antibiótico ajuda a tratar gripe ou resfriado?

Também é mito. Antibióticos são eficazes contra bactérias. A gripe e o resfriado são provocados por vírus. A médica ressalta que, usar antibiótico sem necessidade pode causar efeitos colaterais e aumentar a resistência das bactérias.

“Em alguns casos, pode ser difícil distinguir uma infecção viral de uma bacteriana, mas é importante saber que o antibiótico não trata gripe ou resfriado”, explica Fernanda.

3 – Tomar vitamina C ajuda a prevenir a gripe?

Parcialmente verdade. A vitamina C contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico, mas não garante proteção contra o vírus da gripe.

“A vitamina atua como antioxidante, ajuda a proteger as células e participa da produção de células de defesa, mas não impede diretamente a infecção”, explica Renata Zorzet.

4 – Ficar com frio ou com o cabelo molhado causa gripe ou resfriado?

Não diretamente. Tanto a gripe quanto o resfriado são causados por vírus, não pela temperatura. Contudo, o frio favorece situações que aumentam o risco de contágio, como ficar em locais fechados e com pouca ventilação. “Além disso, o ar seco resseca as vias respiratórias e pode enfraquecer as defesas naturais do corpo”, afirma a infectologista.

Renata explica ainda que, ao permanecer muito tempo em ambientes frios e úmidos, especialmente com o corpo molhado, há uma queda na temperatura corporal e na resistência, o que facilita a instalação do vírus caso ele já esteja presente no ambiente.

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