Grávidas podem ser “transmissoras silenciosas” de Covid, diz estudo

Após analisarem 30 milhões de pessoas, pesquisadores da Universidade de Pequim atribuem às gestantes risco potencial de transmissão

atualizado 21/12/2021 21:46

mulher gestanteGetty Images

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Pequim concluiu que casos assintomáticos de Covid-19 são mais comuns entre grávidas, consideradas “transmissoras silenciosas” do vírus SARS-CoV-2. As mulheres fazem parte da análise que abrangeu 30 milhões de pessoas infectadas, e 54,1% das pacientes não apresentaram sintomas da doença. Com base nessa informação, os autores atribuem às gestantes um risco potencial de transmissão.

Além de gestantes, grupos de pessoas como viajantes de avião ou de cruzeiro e funcionários de lares de idosos também são considerados pacientes com alto risco de infecção. A pesquisa é uma revisão de quase 100 estudos realizados ainda no primeiro ano da pandemia, quando o vírus original e a variante Alfa eram dominantes em todo o mundo. Ainda não foi possível identificar de que forma a Ômicron e a Delta se encaixam dentro do quadro.

Em infecções assintomáticas, o organismo não exibe sinais da existência da enfermidade. Em outras palavras, você pode pegar o vírus e não apresentar tosse, dor de garganta ou febre, por exemplo. Pessoas com esse tipo de contaminação têm maior probabilidade de espalhar a doença, na medida em que, sem saber que estão infectadas, continuam a interagir com familiares e amigos. De acordo com os especialistas, conforme os casos de Ômicron aumentam no mundo, as manifestações da Covid podem se tornar mais brandas.

“A gestão de portadores assintomáticos é essencial para prevenir surtos de infecções e transmissão dentro de uma comunidade”, escreveu a equipe, no artigo.

A taxa de casos assintomáticos variou entre as diferentes partes do mundo. Quase metade das pessoas infectadas nos Estados Unidos não apresentou sintomas (46,3%), em comparação com 44,2% na Europa e 27,6% na Ásia. Os pesquisadores informaram que a taxa de infecção assintomática foi maior em países mais desenvolvidos e em pessoas mais jovens.

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