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Saúde

Fitoterápicos: 80% da população conhece medicamentos, mas só 14% usa

Pesquisa mostra que população brasileira já ouviu falar nos fitoterápicos, mas não tem certeza do que são e nem usa as opções com frequência

17/08/2026 02:00
Svitlana Romadina/Gettyuimages
Imagem mostra várias pílulas e comprimidos empilhados - Metrópoles

Uma pesquisa recente feita pela Associação Brasileira das Empresas do Setor de Fitoterápicos, Suplementos Alimentares e Promoção da Saúde (Abifisa) mostra que 80% dos entrevistados sabe o que é um fitoterápico, mas só 14% usa os medicamentos com frequência. Foram ouvidas mil pessoas em cinco regiões do Brasil.

No país com maior biodiversidade do planeta, o uso dos medicamentos à base de plantas ainda enfrenta o desconhecimento da população. De acordo com o levantamento, o brasileiro não sabe diferenciar o fitoterápico de suplementos alimentares e chás.

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Mesmo sem conhecer bem o produto, 75% dos entrevistados concorda que os fitoterápicos são uma alternativa eficaz e segura para cuidar da saúde, e apenas 3% respondeu que não utilizaria o medicamento em nenhuma situação.

“Isso significa que 97% dos brasileiros estão, de alguma forma, receptivos a esses produtos, mas ainda não encontraram a confiança, a informação ou a recomendação adequada para concretizar esse consumo”, diz Laerte Dall´Agnol, a presidente da Abifisa.

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Dados da pesquisa

  • 20% conseguem diferenciar efetivamente fitoterápicos de produtos naturais ou suplementos.
  • 14% revelam uso frequente, 14% não usam e 26 usam raramente.
  • 54% não sabe citar nenhuma marca ou nome de fitoterápico.
  • 75% concordam que fitoterápicos são alternativa eficaz e segura.
  • 68% confiam na qualidade de produção dos medicamentos no Brasil.
  • 80% reconhecem que a orientação de um profissional de saúde é indispensável.

O que são fitoterápicos?

Maria Angélica Fiut, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT), conta que eles são obtidos exclusivamente a partir de matérias-primas ativas vegetais. Como são considerados medicamentos, os produtos devem apresentar qualidade, segurança e eficácia para serem aprovados pela Anvisa.

“Os suplementos alimentares não são medicamentos. Sua finalidade é complementar a alimentação de pessoas saudáveis, fornecendo nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Por isso, um suplemento não pode apresentar indicação de prevenção, tratamento ou cura de doenças”, explica a nutricionista.

Os fitoterápicos podem tratar diversas condições de saúde, e os usos mais comuns são alívio de ansiedade leve e insônia, regulação intestinal, ação expectorante e broncodilatadora, melhora de sintomas do climatério e alguns processos inflamatórios. Alguns dos medicamentos só podem ser comprados com receita médica.

Maria Angélica conta que um dos principais pontos positivos dos fitoterápicos em comparação com os medicamentos tradicionais é a redução de efeitos colaterais. Eles também podem causar efeitos adversos e ter contraindicações, mas, em geral, são mais tolerados pelos pacientes.

“O Brasil possui uma das maiores biodiversidades do planeta, mas ainda aproveita uma parcela relativamente pequena desse patrimônio na produção de medicamentos fitoterápicos”, lamenta.