Fiocruz alerta que 3ª onda de Covid-19 pode ser “ainda mais crítica”

Pesquisadores afirmam que nova explosão de casos de Covid-19 a partir do patamar epidêmico atual seria catastrófica

atualizado 13/05/2021 16:15

Coveiros do Cemitério do Caju, no RioAline Massuca/Metrópoles

Os pesquisadores do Observatório Fiocruz Covid-19 alertam que, diante do patamar epidêmico atual, uma nova explosão de casos de Covid-19 seria catastrófica. O aviso aparece no boletim do Observatório Covid-19, publicado pela entidade na quarta-feira (12/05).

Até o momento já foram notificadas mais de 420 mil mortes por Covid-19 no Brasil. “É fundamental o reforço das ações de vigilância em saúde para fazer a triagem de casos graves, o encaminhamento para serviços de saúde mais complexos, bem como a identificação e o aconselhamento de contatos. Nesse sentido, a reorganização e a ampliação da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos, bem como reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”, ressaltam.

No Brasil, o boletim aponta “ligeira redução” nas taxas de mortalidade nas últimas duas semanas. O número de óbitos, no entanto, permanece em um patamar alto – o maior desde a introdução do vírus Sars-CoV-2 no Brasil.  Também foi observada, em grande parte das unidades da federação, leve redução da taxa de ocupação de leitos UTI de Covid-19 para adultos. A análise é relativa à Semana Epidemiológica (SE) 18, período de 2 a 8/5.

Leitos
As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS), entre os dias 3 e 10 de maio, apresentam sinalização de melhoria no quadro geral da pandemia.

Óbitos
Em relação aos casos de óbitos por Covid-19, foram registrados valores ainda altos, próximos à marca de 2,1 mil mortes diárias, com uma tendência de queda do número de casos a partir de abril. 

O número de casos aumentou ligeiramente para uma taxa de 0,3 % ao dia, enquanto o número de óbitos foi reduzido a uma taxa diária de -1,7, mostrando uma tendência de ligeira queda, “mas ainda não representa uma tendência de contenção da epidemia”, avisam. 

Foi verificada queda nas taxas de letalidade, que se encontravam na faixa de 2% no fim de 2020, chegando a um valor máximo em meados de março (4,5%) e caindo para 3,5% no último período analisado. 

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