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Gordura no fígado: os principais fatores de risco da doença silenciosa

Médicos alertam que o acúmulo de gordura no fígado pode ocorrer mesmo em quem não bebe e mantém hábitos aparentemente saudáveis

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Ilustração mostra um fígado cheio de gordura e com moléculas de glicose - Metrópoles
1 de 1 Ilustração mostra um fígado cheio de gordura e com moléculas de glicose - Metrópoles - Foto: warat42/Getty Images

A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma condição que causa o acúmulo de gordura nas células do órgão. A doença pode não apresentar sintomas no início, mas, sem tratamento, aumenta o risco de evolução para inflamações graves e até cirrose.

O estilo de vida moderno, marcado por maus hábitos alimentares e sedentarismo, tem papel importante na origem da doença, segundo a hepatologista Karla Maggi, do Hospital Santa Paula, em São Paulo.

“Entre os mais comuns, estão o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas ‘fit’ cheias de açúcar disfarçado, o hábito de beliscar o dia inteiro, dormir pouco, viver sob estresse crônico e permanecer longos períodos sentado”, afirma Karla.

A hepatologista Natalia Trevizoli, do Hospital Sírio-Libanês, acrescenta que o uso contínuo de medicamentos sem orientação médica, incluindo analgésicos, anabolizantes e suplementos considerados “naturais”, também pode causar lesões hepáticas.

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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial
Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares
No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome
A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado
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A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado

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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial
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A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial

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Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares
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Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares

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No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome
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No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome

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O médico Lucas Albanaz, professor do curso de medicina do Centro Universitário Uniceplac, reforça que dietas ricas em açúcares simples e gorduras saturadas, como fast food, frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas, aumentam a resistência à insulina e estimulam o depósito de gordura no fígado.

A ausência de exercícios regulares reduz o gasto energético e piora o controle do açúcar no sangue, enquanto o excesso de peso e a obesidade, especialmente com o acúmulo de gordura abdominal, elevam o risco da doença.

O médico esclarece que, embora a doença seja muitas vezes associada ao consumo excessivo de álcool, mesmo a ingestão em quantidades consideradas moderadas pode ter impacto negativo em pessoas predispostas.

“Não existe um único alimento ‘decisivo’, mas sim um padrão alimentar inadequado — excesso de calorias, açúcar, gordura e álcool — que cria um ambiente metabólico propício ao acúmulo de gordura no fígado”, afirma Albanaz.

Ele ressalta ainda que a esteatose hepática não está restrita a pessoas com sobrepeso ou má alimentação. “A doença também pode surgir em pessoas magras ou com hábitos aparentemente saudáveis, devido a fatores como doenças metabólicas ou endócrinas, uso de certos medicamentos, rápida perda de peso, desnutrição severa ou predisposição genética”, explica.

Sinais de gordura no fígado

No começo, os sinais costumam ser sutis. “As manifestações iniciais são inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome”, explica a hepatologista Natalia Trevizoli.

Com o avanço do dano hepático, os sintomas se tornam mais evidentes. Alterações na pele e nos olhos, como icterícia, além de urina escura, fezes esbranquiçadas, coceira generalizada e tendência a hematomas, podem surgir à medida que o fígado perde a capacidade de funcionar adequadamente.

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