Estudo reforça utilidade de vitamina comum para rejuvenescer a pele
Pesquisa japonesa mostra que alimentação rica em vitamina é suficiente para engrossar a pele e observar os benefícios na elasticidade
atualizado
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Uma das substância mais comuns quando se fala em saúde da pele, a vitamina C está ligada ao rejuvenescimento e engrossamento da pele, de acordo com um novo estudo. A pesquisa japonesa mostra que o nutriente reativa os genes ligados ao crescimento de células em modelos de pele criados em laboratório.
Os pesquisadores também descobriram que não é preciso suplementar ou passar a vitamina na pele — as quantidades adquiridas na alimentação são suficientes para observar os benefícios. O estudo foi publicado na revista Journal of Investigative Dermatology em abril.
“A vitamina C parece influenciar a estrutura e a função da epiderme, especialmente controlando o crescimento das células epidérmicas”, explica o biólogo Akihito Ishigami, do Tokyo Metropolitan Institute for Geriatrics and Gerontology, um dos autores do estudo, em comunicado.
Como age a vitamina C na pele
A pele humana saudável tem níveis altos de vitamina C, e essa quantidade vai diminuindo com o passar dos anos. A substância aumenta a produção de colágeno, alivia o efeitos dos raios ultravioleta e é antioxidante.
O novo estudo descobriu que células da pele chamadas queratinócitos, quando expostas a uma quantidade de vitamina C condizente com a presente no sangue de uma pessoa que ingere alimentos ricos na substância, crescem mais e demoram mais a morrer. O processo mantém a pele mais grossa, com aparência mais saudável.
Após fazer o sequenciamento genético das células que cresceram, os cientistas conseguiram ligar o processo de multiplicação à desmetilação do DNA, que é mediada pela vitamina C. Sob a influência da substância, foi identificado que a expressão de 12 genes que regem a proliferação de células foi aumentada — em algumas amostras, em até 75 vezes.
“Descobrimos que a vitamina C ajuda a engrossar a pele, estimulando a proliferação de queratinócitos por meio da desmetilação do DNA, tornando-se um tratamento promissor para o afinamento da pele, especialmente em adultos mais velhos”, afirma Ishigami.
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