Estudo mostra que 82% dos internados com Covid-19 tinham baixa vitamina D

Porém, cientistas dizem não poder afirmar se a deficiência afeta o desenrolar da doença, e chamam atenção para quantidade de participantes

atualizado 27/10/2020 12:28

cápsulaPixabay/Divulgação

Cientistas da Universidade de Cantábria e do hospital Marqués de Valdecilla, na Espanha, conseguiram demonstrar que 82,2% dos pacientes internados com Covid-19 no centro de saúde tinham deficiência de vitamina D.

Participaram da pesquisa 216 pessoas hospitalizadas e 197 que não tiveram a doença. O estudo foi publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism nesta terça-feira (27/10).

Segundo os pesquisadores, pessoas com deficiência de vitamina D (que, apesar do nome, é um hormônio), tiveram maior percentual de internação em UTI do que pacientes com níveis normais e ficaram mais tempo no hospital (12 contra 8 dias). Não foram encontradas diferenças significativas na taxa de mortalidade.

Porém, apesar dos resultados, os cientistas dizem não ser possível dizer que a deficiência de vitamina D é a causa de um desenvolvimento pior da Covid-19 e, por isso, não se sabe se o reforço do hormônio traria qualquer diferença no tratamento.

Outro ponto importante é que os baixos níveis de vitamina D são comuns em pessoas idosas e com doenças crônicas, que fazem parte do grupo de risco para Covid-19 e estão entre os pacientes com maior taxa de internação pela doença.

Os especialistas chamam atenção ainda para a amostra pequena de participantes: o número é considerado baixo, e o fato que estavam todos no mesmo hospital não permite que os dados sejam extrapolados para outros países e grupos étnicos.

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