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Saúde

Estudo mostra avanço em terapias inovadoras para doenças neuroimunológicas

O Ocrevus, um dos remédios estudados para a esclerose múltipla, 90% das crianças e adolescentes que o usaram ficaram livres de surtos

24/10/2026 18:05
Juan Gaertner/Science Photo Library/Getty Images
Ilustração de células nervosas danificadas pela doença degenerativa esclerose múltipla. Células do sistema imunológico (micróglia, laranja) atacaram as bainhas de mielina das células nervosas, resultando em danos à mielina (vermelho) e comprometimento da sinalização entre as células nervosas (neurônios, azul). Metrópoles

A farmacêutica suíça Roche divulgou os resultados de estudos para comprovar a eficácia de três novos medicamentos para doenças neuroimunológicas: Ocrevus, fenebrutinibe e Enspryng. Durante o congresso internacional MSToronto2026, realizado de 21 a 23 de outubro no Canadá, a Roche afirmou que os dados demonstram avanços no tratamento dessas condições.

No estudo de fase III OPERETTA, responsável por avaliar a eficácia e a segurança do medicamento em comparação com o fingolimode, o Ocrevus (ocrelizumabe) demonstrou que 90% das crianças e adolescentes (de 10 a 17 anos) com esclerose múltipla recorrente-remitente que utilizaram o fármaco ficaram livres de surtos ao longo de dois anos.

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O Ocrevus também demonstrou ter pouco ou nenhum efeito sobre as células imunológicas, preservando de 81% a 100% da imunidade pré-existente proveniente de vacinas infantis. Além disso, dados de outro estudo confirmaram que o medicamento manteve a eficácia no controle da progressão da incapacidade causada pela esclerose múltipla em pacientes com mais de 55 anos.

Resultados do fenebrutinibe

Já o fenebrutinibe, outro medicamento em fase experimental para esclerose múltipla, demonstrou diminuição nos marcadores de inflamação cerebral crônica e um controle mais abrangente da doença. Também houve uma redução de 55% na taxa de surtos em relação ao tratamento já utilizado no mercado — o chamado comparador ativo.

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“Nossos dados recentes indicam que o fenebrutinibe pode inibir a atividade da doença dentro e fora do sistema nervoso central, destacando seu potencial de transformar o cuidado de pessoas que vivem com formas recorrentes e primariamente progressivas de esclerose múltipla”, afirma o Diretor Médico e Chefe de Desenvolvimento Global de Produtos da Roche, Levi Garraway.

E o Enspryng?

O Enspryng é o único que não trata a esclerose múltipla, mas sim a Doença Associada à Glicoproteína da Mielina de Oligodendrócitos (MOGAD, na sigla em inglês). A MOGAD é uma doença inflamatória autoimune rara que afeta o sistema nervoso central.

No estudo, o medicamento foi capaz de reduzir significativamente o risco de surtos, além de proporcionar uma melhor recuperação funcional da doença. Os resultados demonstram o potencial do remédio de se tornar uma nova terapia para essa condição rara.