Esclerose múltipla: melhora temporária de sintomas pode atrasar diagnóstico
Ao contrário de outras condições mais leves, melhora dos sintomas após um período não é sinônimo de cura da esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune e que impacta o sistema nervoso central. Entre os principais sintomas da condição, estão dormência, formigamento, perda de força, alterações na visão, tontura e fadiga. O problema é que todos esses sinais podem sumir dentro de alguns dias ou semanas, confundindo os pacientes e atrasando o diagnóstico correto.
Ao contrário de outras condições mais leves, a melhora dos sintomas após um período não é sinônimo de cura total. Na verdade, em quadros de esclerose múltipla, a inflamação provocada pela doença pode impactar temporariamente a transmissão dos impulsos nervosos. A diminuição dela faz com que a função se recupere, o que dificulta o entendimento do paciente de que ele precisa investigar a causa correta.

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Ver todas“Quando o sintoma melhora, a pessoa pode deixar de procurar atendimento. O problema é que, posteriormente, pode surgir um novo sintoma ou serem identificadas novas lesões na ressonância magnética. Manifestações leves, inespecíficas ou que desaparecem sem avaliação podem fazer com que o processo leve anos”, explica o neurologista Davi Queiroz.
Como investigar a esclerose múltipla
Em casos em que os primeiros sintomas são típicos da doença, o diagnóstico costuma ser estabelecido em semanas ou meses. Para investigar o quadro, os especialistas avaliam o histórico clínico do paciente conjuntamente com um exame neurológico e ressonância magnética.
Em alguns casos, obter o índice kappa por meio da análise do exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) também tem se mostrado um biomarcador importante para diminuir as incertezas em diagnósticos da doença.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência“É um avanço importante para tornar a investigação mais ágil e padronizada. O índice kappa, porém, não confirma a esclerose múltipla isoladamente, precisa ser interpretado junto aos sintomas, exame neurológico e ressonância magnética”, ressalta Queiroz.
Ainda segundo o especialista, mesmo que o sintoma desapareça, é importante registrar quando o primeiro sinal começou, quanto durou e como ele evoluiu. “Isso pode ajudar o neurologista a identificar a causa e, quando necessário, acelerar a investigação”, diz o médico.


















