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Saúde

Esclerose múltipla: melhora temporária de sintomas pode atrasar diagnóstico

Ao contrário de outras condições mais leves, melhora dos sintomas após um período não é sinônimo de cura da esclerose múltipla

30/08/2026 13:17
Juan Gaertner/Science Photo Library/Getty Images
Ilustração de células nervosas danificadas pela doença degenerativa esclerose múltipla. Células do sistema imunológico (micróglia, laranja) atacaram as bainhas de mielina das células nervosas, resultando em danos à mielina (vermelho) e comprometimento da sinalização entre as células nervosas (neurônios, azul). Metrópoles

A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune e que impacta o sistema nervoso central. Entre os principais sintomas da condição, estão dormência, formigamento, perda de força, alterações na visão, tontura e fadiga. O problema é que todos esses sinais podem sumir dentro de alguns dias ou semanas, confundindo os pacientes e atrasando o diagnóstico correto.

Ao contrário de outras condições mais leves, a melhora dos sintomas após um período não é sinônimo de cura total. Na verdade, em quadros de esclerose múltipla, a inflamação provocada pela doença pode impactar temporariamente a transmissão dos impulsos nervosos. A diminuição dela faz com que a função se recupere, o que dificulta o entendimento do paciente de que ele precisa investigar a causa correta.

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“Quando o sintoma melhora, a pessoa pode deixar de procurar atendimento. O problema é que, posteriormente, pode surgir um novo sintoma ou serem identificadas novas lesões na ressonância magnética. Manifestações leves, inespecíficas ou que desaparecem sem avaliação podem fazer com que o processo leve anos”, explica o neurologista Davi Queiroz.

Como investigar a esclerose múltipla

Em casos em que os primeiros sintomas são típicos da doença, o diagnóstico costuma ser estabelecido em semanas ou meses. Para investigar o quadro, os especialistas avaliam o histórico clínico do paciente conjuntamente com um exame neurológico e ressonância magnética.

Em alguns casos, obter o índice kappa por meio da análise do exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) também tem se mostrado um biomarcador importante para diminuir as incertezas em diagnósticos da doença.

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“É um avanço importante para tornar a investigação mais ágil e padronizada. O índice kappa, porém, não confirma a esclerose múltipla isoladamente, precisa ser interpretado junto aos sintomas, exame neurológico e ressonância magnética”, ressalta Queiroz.

Ainda segundo o especialista, mesmo que o sintoma desapareça, é importante registrar quando o primeiro sinal começou, quanto durou e como ele evoluiu. “Isso pode ajudar o neurologista a identificar a causa e, quando necessário, acelerar a investigação”, diz o médico.

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Em outras palavras, a condição resulta em danos permanentes com a destruição dos nervos, o que leva a problemas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Os sinais iniciais da doença dependem de quais nervos foram afetados
Fraqueza muscular, sensação de dormência ou formigamento em braços e pernas, cansaço extremo e lapsos de memória são comuns. Além desses, fala lentificada, pronúncia hesitante das palavras ou sílabas, visão embaçada ou dupla, tremores e dificuldade para engolir são alguns dos principais sintomas
Esses sintomas surgem ao longo da vida com a progressão da esclerose múltipla, sendo mais evidentes durante os períodos conhecidos como crise ou surtos da doença. Além disso, eles podem ser agravados quando há exposição ao calor ou febre
As causas da doença ainda são desconhecidas. No entanto, sabe-se que os sintomas estão relacionados com alterações imunológicas. Estudos apontam que ter entre 20 e 40 anos, ser mulher, ter casos da doença na família, ter baixos níveis de vitamina D e doença autoimune são alguns dos fatores associados à condição
Por ter origem desconhecida até o momento, não existe cura para a esclerose múltipla. Contudo, há tratamentos que ajudam a atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da doença
Esclerose múltipla é uma doença autoimune, neurológica e crônica que gera alteração no sistema imune de quem a possui. A condição faz com que as células de defesa do corpo humano ataque o sistema nervoso central e, como consequência, provoque lesões musculares e cerebrais
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Esclerose múltipla é uma doença autoimune, neurológica e crônica que gera alteração no sistema imune de quem a possui. A condição faz com que as células de defesa do corpo humano ataque o sistema nervoso central e, como consequência, provoque lesões musculares e cerebrais

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Em outras palavras, a condição resulta em danos permanentes com a destruição dos nervos, o que leva a problemas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Os sinais iniciais da doença dependem de quais nervos foram afetados
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Em outras palavras, a condição resulta em danos permanentes com a destruição dos nervos, o que leva a problemas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Os sinais iniciais da doença dependem de quais nervos foram afetados

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Fraqueza muscular, sensação de dormência ou formigamento em braços e pernas, cansaço extremo e lapsos de memória são comuns. Além desses, fala lentificada, pronúncia hesitante das palavras ou sílabas, visão embaçada ou dupla, tremores e dificuldade para engolir são alguns dos principais sintomas
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Fraqueza muscular, sensação de dormência ou formigamento em braços e pernas, cansaço extremo e lapsos de memória são comuns. Além desses, fala lentificada, pronúncia hesitante das palavras ou sílabas, visão embaçada ou dupla, tremores e dificuldade para engolir são alguns dos principais sintomas

LaylaBird/ Getty Images
Esses sintomas surgem ao longo da vida com a progressão da esclerose múltipla, sendo mais evidentes durante os períodos conhecidos como crise ou surtos da doença. Além disso, eles podem ser agravados quando há exposição ao calor ou febre
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Esses sintomas surgem ao longo da vida com a progressão da esclerose múltipla, sendo mais evidentes durante os períodos conhecidos como crise ou surtos da doença. Além disso, eles podem ser agravados quando há exposição ao calor ou febre

Peter Dazeley/ Getty Images
As causas da doença ainda são desconhecidas. No entanto, sabe-se que os sintomas estão relacionados com alterações imunológicas. Estudos apontam que ter entre 20 e 40 anos, ser mulher, ter casos da doença na família, ter baixos níveis de vitamina D e doença autoimune são alguns dos fatores associados à condição
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As causas da doença ainda são desconhecidas. No entanto, sabe-se que os sintomas estão relacionados com alterações imunológicas. Estudos apontam que ter entre 20 e 40 anos, ser mulher, ter casos da doença na família, ter baixos níveis de vitamina D e doença autoimune são alguns dos fatores associados à condição

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Por ter origem desconhecida até o momento, não existe cura para a esclerose múltipla. Contudo, há tratamentos que ajudam a atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da doença
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Por ter origem desconhecida até o momento, não existe cura para a esclerose múltipla. Contudo, há tratamentos que ajudam a atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da doença

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O tratamento da esclerose múltipla é feito com medicamentos indicados pelo médico que ajudam a evitar a progressão, diminuir o tempo e a intensidade das crises, além de controlar os sintomas
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O tratamento da esclerose múltipla é feito com medicamentos indicados pelo médico que ajudam a evitar a progressão, diminuir o tempo e a intensidade das crises, além de controlar os sintomas

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A fisioterapia também é importante para controlar os sintomas, pois permite que os músculos sejam ativados, evitando a fraqueza nas pernas e a atrofia muscular. Ela é feita por meio de exercícios de alongamento e de fortalecimento muscular
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A fisioterapia também é importante para controlar os sintomas, pois permite que os músculos sejam ativados, evitando a fraqueza nas pernas e a atrofia muscular. Ela é feita por meio de exercícios de alongamento e de fortalecimento muscular

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Ao contrário do que possa imaginar, a esclerose múltipla não é uma doença tão rara assim. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), a estimativa é de que 40 mil pessoas possuem a doença apenas no Brasil. No mundo inteiro, segundo o Ministério da Saúde, esse número sobe para 2,8 milhões
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Ao contrário do que possa imaginar, a esclerose múltipla não é uma doença tão rara assim. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), a estimativa é de que 40 mil pessoas possuem a doença apenas no Brasil. No mundo inteiro, segundo o Ministério da Saúde, esse número sobe para 2,8 milhões

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