metropoles.com

Estudo: felicidade do brasileiro caiu 18 pontos percentuais em 9 anos

Em 2021, apenas 67% dos brasileiros se declararam felizes. No mundo, os maiores índices são da Holanda e Austrália

atualizado

Compartilhar notícia

Reprodução/Getty Images
Foto de bolinhas amarelas sorridentes
1 de 1 Foto de bolinhas amarelas sorridentes - Foto: Reprodução/Getty Images

Será que o cenário de pandemia, crise econômica e polarização política afetou o sentimento de felicidade dos brasileiros? A pesquisa Global Happiness 2022, realizada pelo Instituto Ipsos, indica que sim. Os dados de entrevistas online com habitantes de vários países revelam que os brasileiros ficaram menos felizes com o passar dos anos.

Segundo a comparação da série histórica do mesmo levantamento feito em anos anteriores, em 2013, cerca de 81% dos entrevistados do Brasil afirmaram que se consideravam “muito” ou “bastante” felizes. No final de 2021, esse índice caiu para apenas 63%.

Saúde mental, propósito e qualidade de vida foram alguns dos aspectos avaliados para mensurar o sentimento dos entrevistados. Considerando a média global com os 30 países pesquisados, o nível de felicidade está em 67%, o que representa 10 pontos percentuais abaixo do que era em 2011 e 2013 (77%).

No mundo, os maiores índices estão na Holanda e Austrália, com 86% e 85%, respectivamente. Em seguida, aparecem China e Grã-Bretanha empatadas com 83%. Do lado oposto, os números mais baixos foram identificados na Turquia (42%), Argentina (48%) e Hungria (51%).

Fonte da felicidade

A pesquisa questionou, ainda, quais motivos levam os entrevistados a se sentirem felizes. Em todo o mundo, 90% mencionaram “saúde física e bem-estar”; 89% assinalaram “saúde mental e bem-estar” e “minhas condições de vida (acesso à moradia, comida, água e saneamento básico)”.

No recorte brasileiro, os dados mudam um pouco. Na lista de principais causadores de felicidade, os dois primeiros motivos se invertem se comparado com as médias globais: “saúde mental e bem-estar” aparece em primeiro (92%), seguido por “saúde física e bem-estar” (90%). No entanto, a grande diferença está no terceiro motivo. Houve um empate entre “sentir-me no controle da minha vida” e “sentir que minha vida tem sentido”. Os dois foram mencionados por 80% dos entrevistados brasileiros.

Sobre a pesquisa

Entre 19 de novembro e 3 de dezembro de 2021, a Ipsos entrevistou de forma on-line 20.504 pessoas, sendo aproximadamente mil delas, no Brasil. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Além do Brasil, outros países integraram a pesquisa. Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá e Estados Unidos são alguns deles.

Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente

Compartilhar notícia

Quais assuntos você deseja receber?

sino

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

sino

Mais opções no Google Chrome

2.

sino

Configurações

3.

Configurações do site

4.

sino

Notificações

5.

sino

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?