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Saúde

Estudo aponta fatores que aumentam risco de ter Covid longa

Pesquisa com cerca de 5 mil adultos mostra que a Covid longa é mais comum em mulheres. Não se vacinar aumenta as chances de ter a condição

24/06/2024 13:14
Getty Images
Mulher cansada em frente ao computador

A Covid longa é uma condição que prejudica a vida das pessoas por meses ou até mesmo anos após a infecção do coronavírus, com sintomas como fadiga, confusão mental e mal-estar pós-esforço. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, revela quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do quadro persistente.

Ser mulher e ter uma doença cardiovascular foram características apontadas pelos pesquisadores como de maior risco para o diagnóstico da Covid longa. Os resultados do estudo estão em um artigo publicado na revista Jama Network Open em 17 de junho.

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Ao analisar os registros de saúde de 4.708 adultos norte-americanos diagnosticados com Covid-19 entre abril de 2020 e fevereiro de 2023, os pesquisadores descobriram que um em cada cinco indivíduos desenvolveu Covid longa. Ou seja, não se recuperou dentro de três meses após a infecção pelo coronavírus.

Estudo aponta fatores que aumentam risco de ter Covid longa - destaque galeria
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Denominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo
Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais
Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar
A Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírus
Além disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo
Sem ter um nome definitivo, o conjunto de sintomas que continua após a cura da infecção pelo coronavírus é chamado de Síndrome Pós-Covid, Covid longa, Covid persistente ou Covid prolongada
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Sem ter um nome definitivo, o conjunto de sintomas que continua após a cura da infecção pelo coronavírus é chamado de Síndrome Pós-Covid, Covid longa, Covid persistente ou Covid prolongada

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Denominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo
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Denominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo

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Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais
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Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais

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Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar
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Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar

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A Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírus
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A Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírus

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Além disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo
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Além disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo

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Especialistas acreditam que a Covid longa pode ser uma "segunda onda" dos danos causados pelo vírus no corpo. A infecção inicial faz com que o sistema imunológico de algumas pessoas fique sobrecarregado, atacando não apenas o vírus, mas os próprios tecidos do organismo
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Especialistas acreditam que a Covid longa pode ser uma "segunda onda" dos danos causados pelo vírus no corpo. A infecção inicial faz com que o sistema imunológico de algumas pessoas fique sobrecarregado, atacando não apenas o vírus, mas os próprios tecidos do organismo

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Por enquanto, ainda não há um tratamento adequado para esse quadro clínico que aparece após a recuperação da Covid-19. O foco principal está no controle dos sintomas e no aumento gradual das atividades do dia a dia
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Por enquanto, ainda não há um tratamento adequado para esse quadro clínico que aparece após a recuperação da Covid-19. O foco principal está no controle dos sintomas e no aumento gradual das atividades do dia a dia

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Fatores de risco para Covid longa

A Covid longa foi mais comum entre as mulheres (62,7%) e em adultos com diagnósticos prévios de doenças cardiovasculares.

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Os cientistas notaram que, embora outras condições de saúde, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e o histórico de tabagismo, estivessem associadas a uma recuperação mais lenta, elas se tornaram insignificantes quando outros fatores de risco foram levados em consideração.

Covid longa e saúde mental

Estudos anteriores já sugeriram que a depressão e a ansiedade são algumas das consequências da Covid longa. A nova pesquisa não encontrou, no entanto, qualquer ligação significativa entre problemas de saúde mental e o desenvolvimento do quadro persistente.

“Embora estudos tenham sugerido que muitos pacientes com Covid longa enfrentam desafios de saúde mental, não descobrimos que os sintomas depressivos anteriores à infecção pelo coronavírus são um fator de risco importante para Covid longa”, afirma a epidemiologista Elizabeth Oelsner, uma das autoras da pesquisa, em comunicado.

Menor risco para Covid longa

A Covid longa foi menos recorrente em pessoas vacinadas; nas que ficaram doentes na onda da variante Ômicron, em comparação à primeira onda; e nas que desenvolveram quadros mais leves da doença.

“Nosso estudo ressalta o importante papel que a vacinação contra a Covid tem desempenhado, não apenas na diminuição da gravidade de uma infecção, mas também na redução do risco da Covid longa”, diz a epidemiologista.

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