Variações de temperatura causadas pelo El Niño também impactam a pele
Calor, radiação UV e mudanças na umidade causadas pelo El Niño exigem cuidados com a pele para evitar queimaduras e doenças dermatológicas

Com o claro aquecimento do mar, o mundo espera um El Niño intenso em 2026, bagunçando o clima em várias partes do planeta. Mas as mudanças climáticas provocadas pelo fenômeno vão além do aumento das temperaturas.
Ele também altera a umidade do ar e intensifica a exposição à radiação ultravioleta (UV), fatores que podem comprometer a saúde da pele e favorecer o surgimento ou agravamento de diversas doenças dermatológicas.
Especialistas alertam que o calor excessivo aumenta a transpiração, favorece a desidratação da pele e pode desencadear desde queimaduras solares até infecções e piora de condições crônicas, tornando os cuidados diários ainda mais importantes.

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Ver todasSegundo a dermatologista Andressa Vargas, que atende no Rio Grande do Sul, o El Niño cria um cenário propício para danos à pele por causa da combinação entre altas temperaturas, maior radiação solar e alterações na umidade.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaEntre os problemas mais comuns estão queimaduras solares, brotoejas, acne, foliculite, micoses, melasma, dermatites e urticária induzida pelo calor. Além disso, doenças como rosácea, psoríase e dermatite atópica podem apresentar piora durante o período de influência do fenômeno.
“Pessoas com doenças dermatológicas prévias costumam sentir mais os efeitos do calor intenso provocado pelo El Niño”, destaca Andressa.
Crianças, idosos e pacientes com doenças de pele exigem mais atenção
Para a dermatologista Natasha Crepaldi, que atende em Cuiabá, alguns grupos são mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas.
Crianças e idosos possuem uma barreira cutânea mais sensível e apresentam maior dificuldade para regular a temperatura corporal e manter a hidratação. Já pessoas com doenças dermatológicas, como psoríase, eczema e dermatite atópica, podem sofrer agravamento dos sintomas diante do calor intenso e da exposição prolongada ao sol.
“Vermelhidão persistente, descamação intensa, surgimento de manchas, bolhas, coceira excessiva e feridas que não cicatrizam são sinais de alerta que justificam uma avaliação dermatológica”, orienta Natasha.
Como proteger a pele durante o El Niño
Os cuidados com a pele devem ser reforçados durante períodos de temperaturas elevadas. Entre as principais recomendações estão o uso diário de protetor solar com reaplicação a cada duas horas durante a exposição ao sol, boa hidratação, roupas leves e, sempre que possível, peças com proteção UV.
As especialistas também orientam evitar a exposição solar entre 10h e 16h, higienizar a pele após transpiração intensa e procurar um dermatologista diante de queimaduras importantes, bolhas, manchas novas, lesões que não cicatrizam ou piora de doenças dermatológicas já existentes. Essas medidas ajudam a reduzir os impactos do El Niño e a preservar a saúde da pele durante os períodos de calor intenso.



