Dormir em horários irregulares pode dobrar risco cardíaco, diz estudo

Pesquisa mostra que variar o horário de dormir está ligado a maior risco de infarto e AVC, especialmente em quem dorme menos de oito horas

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1 de 1 Foto colorida de mulher deitada em cama e com as mãos no rosto - Metrópoles - Foto: Oleg Breslavtsev/Getty Images

Dormir em horários diferentes a cada dia pode fazer mais do que atrapalhar a rotina. Um novo estudo indica que a irregularidade no horário de dormir está associada a um risco maior de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

A pesquisa, publicada na revista científica BMC Cardiovascular Disorders em 24 de março, foi conduzida por cientistas da Universidade de Oulu, na Finlândia, e acompanhou mais de 3 mil pessoas ao longo de vários anos.

Os resultados mostram que quem mantém horários de sono mais instáveis pode ter até o dobro de risco de eventos cardíacos graves, principalmente quando dorme menos de oito horas por noite.

Rotina de sono e saúde do coração

Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram os padrões de sono de 3.231 participantes, todos nascidos no norte da Finlândia em 1966. Aos 46 anos, eles tiveram o sono monitorado durante uma semana por meio de dispositivos que registravam o tempo passado na cama.

Depois disso, a saúde do grupo foi acompanhada por mais de uma década, com base em registros médicos. Durante esse período, foram observados casos de eventos cardiovasculares graves, como infarto e AVC.

Os resultados indicam que a variação no horário de dormir teve relação direta com esses eventos. Pessoas com maior irregularidade apresentaram risco significativamente mais alto, especialmente quando o tempo total de sono era menor.

“Pesquisas anteriores já haviam relacionado padrões de sono irregulares a riscos para a saúde do coração, mas esta é a primeira vez que analisamos separadamente diferentes aspectos do sono e suas associações com eventos cardíacos”, afirma a pesquisadora Laura Nauha, uma das autoras do estudo, em comunicado.

Já a variação no horário de acordar não mostrou relação clara com o aumento do risco.

Pequenas mudanças no dia a dia

Os pesquisadores destacam que o horário em que a pessoa vai dormir pode refletir a organização da rotina e os hábitos do dia a dia. Alterações frequentes nesse padrão podem indicar um ritmo de vida mais irregular, o que acaba impactando o organismo.

“Nossos resultados sugerem que manter um horário regular para dormir pode ser importante para a saúde do coração. Essa é uma característica da rotina que a maioria das pessoas consegue ajustar”, diz Nauha.

Embora o estudo não estabeleça uma relação de causa e efeito, ele reforça a importância de hábitos consistentes de sono. Para os pesquisadores, cuidar da regularidade pode ser um passo simples, mas relevante, para reduzir o risco de doenças cardiovasculares ao longo do tempo.

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