Quando recebeu o diagnóstico de câncer de mama, aos 29 anos, Stephanie Villaranga vivia com o companheiro e o filho pequeno, segundo relata em suas redes sociais. Até o momento do diagnóstico a família nunca havia enfrentado dificuldades financeiras.
O tratamento contra o câncer foi iniciado em junho de 2025 e mudou a rotina da professora que trabalha com educação especial no Queens, em Nova York, nos Estados Unidos. A doença trouxe uma preocupação que ela não esperava: como pagar as contas e o tratamento enquanto precisava faltar ao trabalho.
Logo na primeira consulta, Stephanie recebeu a recomendação de congelar seus óvulos antes de começar a quimioterapia, caso quisesse ter mais filhos no futuro. O procedimento custaria cerca de US$ 25 mil (pouco mais de R$ 130.000), e ela tinha uma semana para reunir o dinheiro.
Uma campanha de arrecadação no site GoFoundMe foi criada por Stephanie e a repercussão de seus vídeos nas redes sociais, ajudaram no primeiro momento a cobrir algumas despesas.
Com o começo da quimioterapia, houve novas dificuldades. Perto do fim do ano letivo de 2025, Stephanie esperava precisar de um dia para ir ao hospital, mas acabou comparecendo a oito dias de consultas para que a equipe médica acompanhasse seu estado de saúde.
Como já não tinha dias de licença médica disponíveis, sofreu descontos no salário. Ela continuou trabalhando até o dia da cirurgia para a retirada de alguns nódulos, que ocorreu em novembro, para preservar o máximo possível da licença remunerada.
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Câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células da mama causando tumor. Apesar de acometer, principalmente, mulheres, a enfermidade também pode ser diagnosticada em homens
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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico
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Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos
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Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira
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Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas
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O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada
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Faça o autoexame. Em frente ao espelho, tire toda a roupa e observe os seios com os braços caídos. Em seguida, levante os braços e verifique as mamas. Por fim, coloque as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície dos seios
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A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso, levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça. Em seguida, apalpe cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita. Repita os passos no seio direito
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A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados, em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido
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Por fim, deitada, coloque a mão esquerda na nuca. Em seguida, com a mão direita, apalpe o seio esquerdo verificando toda a região. Esses passos devem ser repetidos no seio direito para terminar a avaliação das duas mamas
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Mulheres após os 20 anos que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos sem casos de câncer na família devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente a doença
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O autoexame também pode ser feito por homens, que apesar da atipicidade, podem sofrer com esse tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes
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De acordo com especialistas, diante da suspeita da doença, é importante procurar um médico para dar início a exames oficiais, como a mamografia e análises laboratoriais, capazes de apontar a presença da enfermidade
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É importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama não indica, necessariamente, que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico
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O tratamento do câncer de mama dependerá da extensão da doença e das características do tumor. Contudo, pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica
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Os resultados, porém, são melhores quando a doença é diagnosticada no início. No caso de ter se espalhado para outros órgãos (metástases), o tratamento buscará prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente
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Mesmo assim, durante seis semanas de recuperação e radioterapia, recebeu um salário reduzido. Ao retornar a rotina normal de trabalho, em abril de 2026, soube que metade do pagamento seria retido para cobrir despesas médicas, após os afastamentos afetarem sua elegibilidade à cobertura integral do plano de saúde ofertada pelo seu emprego. Em junho, foi informada de que também não receberia a remuneração das férias escolares de verão, pois não havia trabalhado durante um ano inteiro.
Em uma publicação no Instagram , Stephanie escreveu que o câncer trouxe “contas e dívidas” além das visitas ao hospital e dos efeitos colaterais. Para economizar sem abrir mão dos momentos com a família, ela passou a procurar atividades gratuitas, usar cupons de desconto e levar comida de casa para passeios mais baratos.
A professora ainda precisa agendar outra cirurgia. Segundo ela, os médicos recomendaram março de 2027, mas ela espera conseguir adiar a cirurgia até junho para evitar uma nova perda de renda. Ao compartilhar a experiência, Stephanie mostra como o tratamento passou a exigir decisões sobre saúde, trabalho e dinheiro ao mesmo tempo, em suas redes sociais.