Criado nos Estados Unidos para coincidir com a véspera do Valentine’s Day (dia dos namorados comemorado em vários países), o dia internacional da camisinha foi instituído para divulgar a importância do sexo seguro e incentivar o uso de preservativos. No Brasil, de acordo com um levantamento da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), 59% dos brasileiros afirmam não usar camisinhas para prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

A pesquisa revela ainda que 30% dos entrevistados não imaginavam a relação do uso de preservativos com a probabilidade de desenvolver alguns tipos de câncer. A prevenção não é só contra o vírus da AIDS, mas também para combater tumores que têm relação com o HPV: cânceres de colo de útero, vagina, vulva, pênis, ânus, boca e garganta, por exemplo. Outras doenças que podem passar por meio do sexo sem proteção são herpes genital, gonorreia, hepatite B e C e sífilis.

Apesar da existência de vários tipos de contraceptivos para evitar a gravidez, o uso de camisinha é o único eficaz para se proteger contra as ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). Existem dois tipos de camisinha: a tradicional, masculina, que deve ser colocada momentos antes da relação sexual, e a feminina, que poder ser posicionada horas antes da transa. As duas variedades são distribuídas gratuitamente pelo serviço público de saúde — o cidadão pode retirar quantos preservativos achar necessário, sem nenhum custo.