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Saúde

DF: bebê se recupera de queimaduras graves após acidente com água quente

Jorge Dantas, de 9 meses, teve queimaduras em grau 2. Médico alerta para risco aumentado de complicações entre crianças

08/09/2026 02:00
Arquivo Pessoal
Imagem mostra criança enfaixada em cama de hospital - Metrópoles

Na manhã do dia 5 de julho, Leticia Dantas estava passando um café quando um acidente mudou a vida de sua família. Jorge, seu filho de 9 meses, estava em seu colo e sofreu uma grave queimadura quando a garrafa de café e o coador caíram em cima dos dois.

“Não sei dizer exatamente o que aconteceu, se ele puxou a garrafa ou eu esbarrei, mas caiu tudo em cima da gente. Infelizmente, queimou mais ele, que tem a pele mais fininha”, lembra Letícia.

Ela tirou a roupa do menino, o colocou debaixo do chuveiro, e correu para o hospital em seguida. Jorge foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pela extensão das queimaduras. As lesões eram predominantemente de segundo grau, algumas delas, profundas.

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“Em uma criança tão pequena, a perda da proteção da pele pode provocar repercussões importantes no organismo. Por isso, desde o início, era fundamental controlar a dor, manter a hidratação e acompanhar de perto a evolução das áreas queimadas”, explica o cirurgião Rafael Avarenga, responsável pela Equipe de Queimados do Hospital Anchieta, em Brasília.

Jorge precisou passar por procedimentos cirúrgicos para a retirada de tecidos queimados e recuperação das áreas atingidas pelo café e água ferventes. Como o menino era muito pequeno, foi necessário sedação e anestesia para fazer os curativos.

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“Com certeza ele foi um milagre porque, se eu não me engano, ele tinha 30% de chance de óbito”, lembra a mãe.

Risco de queimaduras em crianças é maior

A queimadura por escaldadura (contato com líquidos quentes) é a mais comum em menores de cinco anos. O machucado é potencialmente mais grave em crianças, pois estão em processo de crescimento que pode ser interrompido pela queimadura.

A pele das crianças é mais fina, com menos camadas de queratina — por isso, a queimadura pode ser mais profunda do que em adultos. Os pequenos também têm volume de sangue em relação ao peso menor, então perdem mais líquido e podem entrar em choque hipovolêmico (perda rápida de fludos).

Em caso de queimadura, é essencial colocar a superfície queimada em água corrente em temperatura ambiente por 30 a 40 minutos. A ação impede a evolução da queimadura e diminui a dor.

Não se deve passar nenhuma pomada ou receitinha caseira na queimadura. A indicação é cobrir a pele com uma toalha ou pano limpo e levar a criança ao hospital.

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A família Dantas
Jorge se recuperou, e está voltando à rotina após o acidente
Jorge ficou internado na UTI após sofrer queimaduras por líquido quente
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Jorge ficou internado na UTI após sofrer queimaduras por líquido quente

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A família Dantas
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A família Dantas

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Jorge se recuperou, e está voltando à rotina após o acidente
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Jorge se recuperou, e está voltando à rotina após o acidente

Arquivo pessoal

Recuperação da queimadura é longa

Jorge evoluiu melhor do que os médicos esperavam, reagindo bem aos cuidados, procedimentos, curativos e pomadas. O menino deixou a UTI e foi para a enfermaria e, depois, recebeu alta.

Porém, os cuidados não terminaram ao deixar o hospital. A criança ainda tinha uma lesão profunda na perna direita que continuava aberta. Letícia enviou fotografias para o médico e continuava levando o filho para as consultas, esperando que o machucado se fechasse.

Hoje, aos 11 meses, Jorge está praticamente curado. O curativo da perna já foi retirado, mas ele segue sendo acompanhado pela equipe do hospital.

“A recuperação não termina necessariamente quando a pele fecha. Precisamos acompanhar a cicatrização, preservar os movimentos e avaliar possíveis repercussões ao longo do crescimento. Dependendo da profundidade das lesões, esse cuidado pode continuar por bastante tempo”, explica Alvarenga.

A rotina vai voltando ao normal, mas Letícia conta que a família mudou depois do acidente. “Existe um eu antes de ter entrado no hospital e um depois, como mãe e como pessoa também, em relação à minha fé. Nem se eu revirasse o mundo, saberia como agradecer aos médicos e equipe pelo que fizeram e ainda fazem pelo Jorge”, conta.