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Saúde

Covid longa: acúmulo de coágulos sanguíneos é ligado a névoa cerebral

Pesquisadores da Universidade de Oxford observaram altos níveis de proteínas ligadas à coagulação em pacientes com Covid longa

05/09/2023 02:00
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Montagem fotográfica mostra homem com o rosto coberto de fumaça branca - - nevoeiro cerebral - Metrópoles

A Covid longa se tornou um problema real para as pessoas que se recuperam da infecção do coronavírus mas desenvolveram uma série de sintomas incômodos que as acompanham por meses e até anos. Um dos mais recorrentes é a névoa cerebral, caracterizada pela dificuldade de atenção, concentração, raciocínio, planejamento e memória.

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram que duas proteínas associadas a problemas de coagulação sanguínea durante a fase aguda da infecção – o fibrinogênio e o dímero D – podem ser as responsáveis pelo surgimento de problemas cognitivos em alguns pacientes até um ano após a infecção.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Nature Medicine na última quinta-feira (31/8) e representam um avanço importante para desvendar os mistérios da Covid longa.

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Estudo com pacientes com Covid longa

O estudo foi feito com base em dados de aproximadamente 1,8 mil adultos hospitalizados com Covid-19 no Reino Unido em 2020 e 2021. Os pacientes fizeram exame de sangue no momento da hospitalização, seis e 12 meses após a admissão. Eles também responderam a questionários e realizaram testes cognitivos neste período.

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Os pesquisadores descobriram que as pessoas com níveis da glicoproteína fibrinogênio no sangue acima da média no dia da hospitalização tiveram os piores resultados em testes de memória e atenção. Esses indivíduos também classificaram suas habilidades cognitivas gerais como piores nos questionários.

Os níveis de fibrinogênio costumam subir sempre que há inflamação dos tecidos e estão relacionados com a trombose.

O grupo com quantidades maiores da proteína também avaliou seus problemas cognitivos como sendo 0,7 pontos piores em relação aos demais participantes, em uma escala de zero a sete, no acompanhamento de seis meses. Já na avaliação objetiva das competências cognitivas, a diferença foi mais sutil: cerca de 0,7 pontos mais baixas em uma escala de 30 pontos.

Junto a isso, os resultados também apontaram para níveis elevados de dímero D no sangue de pessoas com déficits cognitivos aos seis e 12 meses após a infecção pelo coronavírus. Elas eram mais propensas a relatar fadiga, dificuldade para respirar e para continuar o trabalho.

Covid longa: acúmulo de coágulos sanguíneos é ligado a névoa cerebral - destaque galeria
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Denominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo
Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais
Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar
A Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírus
Além disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo
Sem ter um nome definitivo, o conjunto de sintomas que continua após a cura da infecção pelo coronavírus é chamado de Síndrome Pós-Covid, Covid longa, Covid persistente ou Covid prolongada
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Denominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo
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Denominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo

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Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais
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Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais

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Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar
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A Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírus
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Além disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo
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Especialistas acreditam que a Covid longa pode ser uma "segunda onda" dos danos causados pelo vírus no corpo. A infecção inicial faz com que o sistema imunológico de algumas pessoas fique sobrecarregado, atacando não apenas o vírus, mas os próprios tecidos do organismo
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Por enquanto, ainda não há um tratamento adequado para esse quadro clínico que aparece após a recuperação da Covid-19. O foco principal está no controle dos sintomas e no aumento gradual das atividades do dia a dia
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Apesar de uma total recuperação da doença, estudos recentes da Universidade de Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, alertam que qualquer pessoa recuperada da Covid-19 pode sofrer complicações no ano seguinte à infecção, uma covid longa
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Foram analisados os dados de 150 mil pessoas que tiveram Covid-19 para chegar às complicações mais comuns
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 O risco de ter um ataque cardíaco, por exemplo, é 63% maior para quem já teve a infecção. A chance de doença arterial coronariana sobe para 72%, e para infarto, 52%
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Também chama a atenção dos cientistas o aumento da quantidade de pacientes com depressão e ansiedade
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O estudo também registrou casos de Doença Arterial Coroniana, falência cardíaca, coágulos sanguíneos, batimentos irregulares e embolia pulmonar
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O estudo também registrou casos de Doença Arterial Coroniana, falência cardíaca, coágulos sanguíneos, batimentos irregulares e embolia pulmonar

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Embora o estudo não explique como as proteínas se relacionam com a névoa cerebral, o pesquisador Maxime Taquet, psiquiatra da Universidade de Oxford, acredita que o fibrinogênio possa contribuir com a formação de coágulos que atrapalham a circulação sanguínea no cérebro interagindo diretamente com receptores no sistema nervoso. O dímero D, por sua vez, tem relação com a coagulação nos pulmões, atrapalhando a respiração.

Os pesquisadores reconhecem algumas limitações do estudo, como a análise apenas de pacientes não vacinados e que enfrentaram as formas mais graves da doença — se sabe que a Covid longa pode afetar até mesmo pessoas que tiveram a forma leve da infecção.

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