Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Covid-19: Saúde inclui gestantes e crianças no protocolo da cloroquina

No dia em que os Estados Unidos proibiram o medicamento, governo brasileiro ampliou o uso para grupos de risco

15/06/2020 18:59, atualizado 15/06/2020 19:53
Michal Jarmoluk/Pixabay
Imagens de comprimidos rosa e vinho, ilustrativos de estatinas

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (15/06), o Ministério da Saúde informou que decidiu incluir gestantes e crianças entre os pacientes aos quais está recomendada a prescrição da cloroquina e da hidroxicloroquina associada a azitromicina. “Se justifica pois são grupos de risco. A atualização visa garantir oferta em doses seguras para utilização dos pacientes que quiserem receber a medicação”, afirma Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. A orientação é para casos leves de Covid-19.

Nesta segunda, os Estados Unidos decidiram cancelar a autorização para uso da cloroquina e hidroxicloroquina contra o coronavírus alegando falta de evidências científicas. Para a secretária do Ministério da Saúde, os estudos usados como justificativa para a decisão americana são “de péssima qualidade”.

“Seguimos tranquilos, serenos e seguros quanto à nossa orientação. A dos EUA se dava em tratamento de casos graves, e o Brasil já deixou de sugerir em 20/05. Os trabalhos que têm sido publicados mostram que as medicações têm ações efetivas quando usadas precocemente. Não haverá modificação”, afirma a secretária, citando pesquisas feitas na Turquia e Índia.

Mayra afirmou, sem mostrar dados, que a curva de infecções em alguns locais começou a diminuir a partir da publicação da nota de orientação, mas ainda não é possível dizer se o uso da cloroquina tem a ver com a queda.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

Hélio Angotti Neto, diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, afirma que a ciência muda muito rapidamente, e que o ministério está atento a novas evidências. Sobre as pesquisas usadas para criticar a posição da pasta a respeito do uso da cloroquina, ele diz que a maior parte dos trabalhos foi feita com pacientes em estado muito grave ou com comorbidades.

“Há de se ter muita cautela e consciência. Vamos estudar com atenção a nota da FDA, vamos observar as pesquisas citadas. Ciência dá segurança para caminhar, mas novas informações chegam todos os dias”, afirmou.

Covid-19: Saúde inclui gestantes e crianças no protocolo da cloroquina - destaque galeria
7 imagens
Vários estudos comprovaram que a cloroquina não tem eficácia contra a Covid-19
Medida foi tomada para evitar que a população usasse a mesma receita para comprar várias unidades e fazer estoque em casa
O uso do remédio é recomendado apenas para pessoas com alto risco de evolução para o caso grave da doença
Azitromicina, cloroquina e outros remédios do kit Covid não têm comprovação científica de eficácia contra o coronavírus
De acordo com a Pfizer, a pílula tem 89% de eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes de pacientes de alto risco contaminados pela Covid-19
Nos anos anteriores, o HFA não recebeu sequer uma unidade do medicamento
1 de 7

Nos anos anteriores, o HFA não recebeu sequer uma unidade do medicamento

Samir Jana/Hindustan Times/Getty Images
Vários estudos comprovaram que a cloroquina não tem eficácia contra a Covid-19
2 de 7

Vários estudos comprovaram que a cloroquina não tem eficácia contra a Covid-19

HAL GATEWOOD/UNSPLASH
Medida foi tomada para evitar que a população usasse a mesma receita para comprar várias unidades e fazer estoque em casa
3 de 7

Medida foi tomada para evitar que a população usasse a mesma receita para comprar várias unidades e fazer estoque em casa

Michal Jarmoluk/Pixabay
O uso do remédio é recomendado apenas para pessoas com alto risco de evolução para o caso grave da doença
4 de 7

O uso do remédio é recomendado apenas para pessoas com alto risco de evolução para o caso grave da doença

Unsplash/Divulgação
Azitromicina, cloroquina e outros remédios do kit Covid não têm comprovação científica de eficácia contra o coronavírus
5 de 7

Azitromicina, cloroquina e outros remédios do kit Covid não têm comprovação científica de eficácia contra o coronavírus

Myke Sena/Esp. Metrópoles
De acordo com a Pfizer, a pílula tem 89% de eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes de pacientes de alto risco contaminados pela Covid-19
6 de 7

De acordo com a Pfizer, a pílula tem 89% de eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes de pacientes de alto risco contaminados pela Covid-19

Istock
X
7 de 7

X

Iryna Imago/iStock