Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Covid-19: estudo de anticorpos reforça dificuldade de imunidade de rebanho

O resultado da pesquisa enfatiza a necessidade de manter medidas de saúde pública para evitar uma nova onda epidêmica

06/07/2020 16:45, atualizado 06/07/2020 17:01
HUGO BARRETO/METRÓPOLES
Passageiros de máscara

A tática da imunidade de rebanho contra a Covid-19, defendida por alguns como eficiente para evitar que a doença se espalhe, está cada vez menos considerável. Um estudo na Espanha, publicado nesta segunda-feira (6/7) na revista The Lancet, mostra que apenas 5% da população local desenvolveu anticorpos capazes de bloquear uma nova infecção.

A Espanha se tornou o epicentro da pandemia em meados de março e conseguiu controlar a curva graças às medidas duras de lockdown. Com mais de 61 mil pessoas, essa pesquisa no país europeu é considerada a maior sobre o assunto até o momento e mostrou que 95% da população permanece suscetível ao novo coronavírus.

Para a imunidade de rebanho ser alcançada, é necessário que uma porção grande – 70% a 80% – da população esteja imune à doença, seja com anticorpos naturais após serem contaminadas ou por imunização por meio de vacinas.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

“A soroprevalência relativamente baixa observada no contexto de uma epidemia intensa na Espanha pode servir de referência para outros países. Atualmente, é difícil conseguir a imunidade de rebanho sem aceitar o dano colateral de muitas mortes na população suscetível e sobrecarregar os sistemas de saúde”, sugere o estudo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

No Brasil, a estratégia de imunidade de rebanho chegou a ser discutida ainda em maio, mas foi descartada pelo Ministério da Saúde. A ideia seria que pelo menos 70% da população fosse contaminada e desenvolvesse anticorpos para evitar que a doença se espalhasse, mas foi refutada pela pasta.