Covid-19: 42 pessoas receberam medicamento em vez de vacina nos EUA

Casos ocorreram no estado da Virgínia Ocidental. Autoridades de saúde locais admitiram o erro e afirmaram que fármaco não é prejudicial

atualizado 02/01/2021 18:20

Sandra Lindsay Vacina nos EuaMark Lennihan - Pool/Getty Images

Um engano fez com que 42 norte-americanos do condado de Boone, no sudoeste da Virgínia Ocidental, recebessem um tratamento experimental com anticorpos monoclonais no lugar da vacina contra a Covid-19. A informação foi divulgada em um comunicado da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental na última quinta-feira (31/12).

De acordo com o informativo, os pacientes receberam doses do medicamento Regeneron Antibody em vez da vacina produzida pela farmacêutica Moderna. James Hoyer, general adjunto da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental, afirmou que, assim que foram notificados do erro, os especialistas da guarda nacional “agiram imediatamente para corrigi-lo”.

O incidente teria acontecido, de acordo com Hoyer, por conta de uma confusão durante a entrega de um carregamento do coquetel Regeneron a um centro de distribuição, onde os frascos foram colocados entre os suprimentos da vacina Moderna. Acredita-se que os trabalhadores tenham incluído os frascos de tratamento no carregamento de vacina enviado ao condado de Boone.

Segundo Hoyer, a equipe de especialistas está “revisando e reforçando” os protocolos para “aprimorar o processo de distribuição” da vacina, a fim de evitar novos erros semelhantes. “Continuo extremamente orgulhoso de tudo o que nossa equipe realizou. Nosso objetivo número um é salvar vidas e, à medida que continuamos a aumentar a distribuição da vacina em todo o estado, continuamos a salvar mais e mais vidas a cada dia”.

Clay Marsh, especialista em Covid-19 do estado da Virgínia do Norte, afirmou no comunicado que os produtos administrados eram anticorpos que lutam contra o coronavírus. O medicamento é o mesmo que foi aplicado no presidente Donald Trump em novembro, quando ele foi infectado pelo Sars-Cov-2.

De acordo com o médico, o remédio não é prejudicial à saúde. “Esta ocorrência oferece à nossa equipe de liderança uma oportunidade importante para revisar e melhorar a segurança e o processo de vacinação”, avaliou Marsh.

O comunicado informa, ainda, que os especialistas médicos da força-tarefa do estado não acreditam que haja qualquer risco de dano a esses 42 indivíduos. Nenhuma outra remessa da vacina teria sido alterada.

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