Covid-19: 247 indígenas aldeados já morreram por conta da doença, diz Saúde

Segundo o Ministério da Saúde, desde o começo da epidemia, 13.096 moradores de aldeias foram diagnosticadas com o coronavírus

atualizado 24/07/2020 20:20

Povos indígenas e coronavírusDivulgação/Apib

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (24/7), o Ministério da Saúde divulgou a situação da epidemia do coronavírus entre indígenas aldeados: até o momento, 13.096 casos de Covid-19 foram confirmados e 247 falecimentos, registrados.

O número é menor do que o informado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que calcula 570 óbitos e 18.260 casos confirmados até a última terça.

Os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) com mais mortes, segundo o governo, são Alto Rio Solimões (28), Xavante (28) e Maranhão (21). A maior incidência é em Kaiapó do Pará, com 11.575 casos a cada 100 mil habitantes. O DSEI Xavante é o que mais preocupa o governo no momento, por causa do crescimento rápido nos casos.

As faixas etárias mais afetadas são as em idade economicamente ativa, entre 20 e 49 anos. Os óbitos, em contrapartida, são maiores em pessoas com mais de 60 anos. Uma das maiores preocupações do governo federal é a distância entre as aldeias e as unidades de atendimento médico — várias delas, principalmente na região norte, estão a mais de 400 quilômetros do centro de saúde mais próximo.

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