Coronavírus: Saúde avalia contratar empresas de teste rápido

Chamamento deve ser publicado no Diário Oficial da União na noite desta terça (17/03)

atualizado 17/03/2020 19:01

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, deve ser publicado, em edição extra do Diário Oficial da União, um chamamento público para empresas que tenham tecnologia para testes rápidos de coronavírus. “Vamos chamar para avaliar e talvez recolocar a posição do ministério quanto ao público que deve ser testado”, diz.

Os laboratórios centrais do Brasil, que são da rede pública, têm capacidade para fazer entre 30 e 40 mil testes por mês, o que não seria suficiente para testar todas as pessoas em monitoramento considerando as projeções do governo. Em locais onde há transmissão comunitária, ou seja, no qual o vírus está circulando livremente, a indicação da pasta é restringir os testes a pacientes que estejam internados ou apresentando sintomas.

Com a aquisição de testes rápidos — o governo já tinha afirmado estar estudando a importação dos exames –, o Brasil conseguiria testar mais pessoas, seguindo a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). A identificação de  infectados sem sintomas ou em quadro leve é importante para acompanhar a disseminação do vírus no país.

“A pessoa que apresentar os sintomas da síndrome gripal e estiver em cidades com transmissão comunitária deve se isolar por 14 dias. O teste positivo não vai mudar a conduta do tratamento, o importante é que se fique em casa para não transmitir para outras pessoas. O prejuízo de não testar é a falta de reforço psicológico quanto à importância da quarentena”, explica o secretário de vigilância em saúde substituto, Júlio Croda.

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