Coronavírus: gestantes e puérperas estão no grupo de risco

Mulheres grávidas com comorbidades e que acabaram d dar à luz foram incluídas pelo Ministério da Saúde entre os que precisam de mais atenção

atualizado 15/04/2020 14:52

grávida segurando barrigaCamila Cordeiro/Unsplash

O Ministério da Saúde decidiu incluir, no grupo de risco da Covid-19, gestantes e mulheres puérperas com até 45 dias de pós-parto. A informação foi publicada no boletim epidemiológico do dia 06/04. Até então, eram consideradas apenas mulheres em gravidez de risco.

A inclusão destas mulheres no rol de pessoas que são consideradas de “risco” aconteceu com base na ação de outros coronavírus e vírus gripais e seus reflexos na saúde. Segundo a pasta, gestantes e puérperas são mais vulneráveis a infecções e os cuidados devem ser “rigorosos e contínuos, independentemente do histórico clínico das pacientes”.

“Durante a gravidez a mulher tem todo o seu corpo voltado para a formação dessa nova vida, o que acaba interferindo em todo o sistema imunológico delas e as deixam mais vulneráveis à doença”, explica o ginecologista e obstetra Fernando Prado, da clínica Neo Vita.

Riscos para o bebê
De acordo com o médico, há casos registrados de mulheres com diagnóstico positivo que deram à luz bebês saudáveis. E, em casos mais raros, pode haver infecção mãe-filho. “Por isso o reforço de isolamento durante a gestação é ainda mais importante.

A associação inglesa Royal College of Obstetricians & Gynaecologists, de Londres, afirma que recém-nascidos e mães não devem ser separados após o parto e a amamentação pode acontecer normalmente mesmo em caso de contaminação pela Covid-19. Ainda não há comprovação de que o vírus é transmitido para o bebê.

Apesar de fazerem parte do grupo de risco, gestantes não devem abandonar o pré-natal e precisam conversar com o médico responsável para definir a frequência das consultas. “A orientação atual é não sair de casa durante o período da quarentena,  mas o pré-natal é considerado prioridade no cuidado da saúde da mãe e do bebê, não tendo sido suspenso por nenhum órgão regulador. Devido à impossibilidade de avaliar o bem estar materno-fetal de maneira remota, ou seja, online ou via chamada de vídeo, as consultas estão mantidas de acordo com a recomendação do médico obstetra”, explica o ginecologista e obstetra Matheus Beleza, do Centro de Medicina Fetal (Cemefe).

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