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Endocrinologistas explicam como controlar a glicose de forma natural

Alimentação e exercício ajudam, mas especialistas alertam que existem casos em que o remédio é essencial

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Foto colorida de alimentos sobre uma mesa, enquanto uma mãe feminina segura um medidor de glicose. - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de alimentos sobre uma mesa, enquanto uma mãe feminina segura um medidor de glicose. - Metrópoles - Foto: fcafotodigital / Getty Images

Controlar a glicose de forma natural é o objetivo de muitas pessoas que convivem com diabetes ou pré-diabetes. Melhorar a alimentação, praticar atividade física e perder peso são estratégias eficazes e recomendadas.

No entanto, nem sempre essas mudanças são suficientes — e insistir apenas nelas pode colocar a saúde em risco. De acordo com o endocrinologista Renato Zilli, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), isso acontece porque a diabetes evolui de maneiras diferentes em cada pessoa.

“Em fases iniciais, quando o pâncreas ainda produz insulina suficiente e a resistência à insulina é leve, mudanças no estilo de vida podem normalizar a glicose. Em outros casos, há perda progressiva da função pancreática, o que torna o medicamento necessário”, explica.

O que significa controlar a glicose de forma natural

O controle natural da glicose envolve, principalmente, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, sono adequado e redução do estresse. Esses fatores ajudam o corpo a usar melhor a insulina e reduzem os picos de açúcar no sangue.

Em pessoas que descobrem a alteração cedo, ainda produzem insulina e não apresentam complicações, essas mudanças podem ser suficientes para manter a glicose dentro dos valores recomendados.

“Quanto mais cedo a intervenção, maior a chance de resposta apenas com hábitos”, afirma Zilli.

O problema é que nem todos estão nesse estágio inicial. Segundo o endocrinologista, tempo de doença, grau de resistência à insulina, capacidade do pâncreas de produzir insulina e presença de complicações fazem toda a diferença. “Quanto mais avançado o quadro metabólico, menor a chance de controle apenas com alimentação e exercício”, explica.

Nesses casos, os medicamentos passam a ser aliados importantes, ajudando o organismo a usar melhor a insulina ou a repor o hormônio quando a produção já está muito baixa.

A endocrinologista Jacy Alves reforça que iniciar o tratamento no momento certo pode trazer benefícios além do controle da glicose, como redução do risco de infarto, melhora da gordura no fígado e até auxílio na perda de peso, dependendo do medicamento.

Como o médico avalia cada caso

Para decidir se o controle pode ser apenas natural ou se já é necessário iniciar medicação, o endocrinologista avalia exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c), que mostra a média da glicose nos últimos três meses.

Em alguns casos, o uso do monitor contínuo de glicose ajuda a identificar picos ao longo do dia. Também são analisados peso, circunferência abdominal, colesterol, histórico familiar e a presença de sintomas ou complicações.

Insistir apenas em mudanças no estilo de vida quando o quadro já exige medicamento pode ser perigoso. Manter a glicose elevada por muito tempo aumenta o risco de infarto, AVC, problemas nos rins, na visão e nos nervos.

“A diabetes pode ser silenciosa no início, mas é uma doença grave. O tratamento adequado no momento certo protege o organismo”, alerta Zilli.
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No corpo humano, a insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas, é quem controla a quantidade de glicose no sangue após a alimentação
Sem esse hormônio, as células não conseguem absorver a glicose e, consequentemente, não têm energia para um bom funcionamento. O resultado da "pane" é o aumento do nível de açúcar no sangue
A glicose alta, também conhecida por hiperglicemia, acontece quando a taxa de açúcar no sangue está acima de 100 mg/dL
Se ocorre com frequência, o quadro pode levar a problemas de saúde
Alguns sintomas podem ajudar a identificar a glicose alta, como, por exemplo, visão turva, sede excessiva, dores de cabeça, vontade frequente de urinar, cansaço e sonolência
A glicose é um carboidrato e é utilizada pelas células como principal fonte de energia
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A glicose é um carboidrato e é utilizada pelas células como principal fonte de energia

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No corpo humano, a insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas, é quem controla a quantidade de glicose no sangue após a alimentação
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No corpo humano, a insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas, é quem controla a quantidade de glicose no sangue após a alimentação

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Sem esse hormônio, as células não conseguem absorver a glicose e, consequentemente, não têm energia para um bom funcionamento. O resultado da "pane" é o aumento do nível de açúcar no sangue
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Sem esse hormônio, as células não conseguem absorver a glicose e, consequentemente, não têm energia para um bom funcionamento. O resultado da "pane" é o aumento do nível de açúcar no sangue

Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil
A glicose alta, também conhecida por hiperglicemia, acontece quando a taxa de açúcar no sangue está acima de 100 mg/dL
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A glicose alta, também conhecida por hiperglicemia, acontece quando a taxa de açúcar no sangue está acima de 100 mg/dL

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Se ocorre com frequência, o quadro pode levar a problemas de saúde
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Se ocorre com frequência, o quadro pode levar a problemas de saúde

Breno Esaki/ Agência Saúde
Alguns sintomas podem ajudar a identificar a glicose alta, como, por exemplo, visão turva, sede excessiva, dores de cabeça, vontade frequente de urinar, cansaço e sonolência
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Alguns sintomas podem ajudar a identificar a glicose alta, como, por exemplo, visão turva, sede excessiva, dores de cabeça, vontade frequente de urinar, cansaço e sonolência

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A glicose frequentemente alta e sem tratamento pode evoluir para diabetes
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A glicose frequentemente alta e sem tratamento pode evoluir para diabetes

Breno Esaki/ Agência Saúde
No entanto, em fase inicial, o problema pode ser controlado por meio de hábitos alimentares saudáveis e da prática de exercícios físicos
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No entanto, em fase inicial, o problema pode ser controlado por meio de hábitos alimentares saudáveis e da prática de exercícios físicos

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Alguns alimentos, como a feijoa ajudam a baixar o excesso de açúcar no sangue
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Alguns alimentos, como a feijoa ajudam a baixar o excesso de açúcar no sangue

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Dá para começar com remédio e depois reduzir?

Sim, especialmente na diabetes tipo 2. Quando o paciente melhora a alimentação, perde peso, pratica atividade física e cuida do sono e do estresse, pode haver redução da dose ou até suspensão do medicamento. “Essa decisão, porém, sempre deve ser feita com acompanhamento médico”, explica o endocrinologista.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento da diabetes pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos orais e, quando necessário, insulina, de forma individualizada.

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