Como o consumo de álcool no Réveillon afeta o metabolismo

Com as festividades do fim de ano, é comum exagerar nas bebidas alcoólicas, o que ocasiona prejuízos ao metabolismo. Veja quais

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1 de 1 Imagem colorida mostra pessoas com taças na mão - Metrópoles - Foto: Olena Ruban/Getty Images

O fim do ano é um período marcado por comemorações, muitas vezes regadas a bebidas alcoólicas, excessos alimentares e noites mal dormidas. A combinação desses hábitos é o “combo perfeito” para causar alterações importantes no metabolismo. Com sintomas silenciosos, muitas vezes não percebemos que o funcionamento do corpo está passando por apuros.

“Durante as festas de final de ano, o organismo é exposto a uma combinação de excesso alimentar, álcool e alteração do ritmo biológico, o que favorece desajustes metabólicos”, aponta o endocrinologista Vagner Chiapetti.

Principais impactos do álcool no metabolismo

Interferência nos níveis de glicose 

Quando consumido em jejum ou em grandes quantidades, o álcool eleva o risco de interferência nos níveis adequados de glicose no sangue. Por isso, diabéticos e indivíduos com resistência à insulina devem ter atenção redobrada com as quantidades. “O fígado prioriza a metabolização do álcool e reduz a liberação de glicose. Isso pode provocar quedas glicêmicas”, diz Chiapetti.

De acordo com o médico, as bebidas mais perigosas para picos glicêmicos são espumantes, cervejas e drinks adoçados.

Aumento da fome 

Depois de exageros alcoólicos é comum sentir bastante fome. Isso porque a bebida altera hormônios ligados à saciedade e “liga” áreas cerebrais relacionadas à recompensa. Assim, há um descontrole alimentar, o que explica em parte os excessos alimentares comuns no Natal e Ano-Novo.

Maior risco de hipoglicemia “pós-bebedeira”

Ingerir bebida alcoólica pode elevar os níveis de glicose no sangue, mas quando o efeito passa horas depois pode acontecer o reverso: a quantidade de açúcar desce repentinamente, causando hipoglicemia. “Os sintomas podem ser confundidos com cansaço ou ressaca”, alerta Chiapetti.

Interação perigosa com medicamentos hormonais ou análogos de GLP-1

Bebidas alcoólicas podem intensificar efeitos colaterais ao interagir com alguns tipos de medicamentos, especialmente os hormonais e análogos de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Por isso, indivíduos que utilizam as canetas emagrecedoras devem ter mais atenção com a bebedeira.

Como aproveitar o Réveillon sem passar mal

Para curtir o Ano-Novo sem maiores preocupações e entrar em 2026 de bem com a vida, a dica é procurar não beber em jejum; em meio a ingestão de bebidas, intercale com água; não ultrapasse os limites do corpo. A qualquer sintoma estranho, interrompa o consumo e, se persistir, procure ajuda profissional.

“As diretrizes internacionais falam em consumo moderado – até duas doses por dia para homens e uma para mulheres. O segredo é moderação. Não é preciso ser perfeito, mas é essencial cuidar da saúde enquanto se aproveita as festas”, aconselha o endocrinologista Fabiano Malard, professor de Medicina do Centro Universitário UniBH, em Minas Gerais.

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