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Saúde

Comer menos proteína retarda o envelhecimento, aponta estudo amplo

O achado vai de encontro com a quantidade cada vez maior de produtos ricos em proteínas em supermercados, como iogurtes e até água

02/08/2026 17:21
fcafotodigital/Gettyimages
Imagem mostra vários alimentos ricos em proteínas dispostos em uam mesa - Metrópoles

Uma revisão feita por pesquisadores de mais de 350 estudos apontou que consumir menos proteína pode diminuir o ritmo do envelhecimento. O achado vai de encontro com a quantidade cada vez maior de produtos ricos em proteínas em supermercados, como iogurtes, bebidas lácteas e até água.

Na revisão de pesquisas anteriores, os autores encontraram dois fatores principais para um consumo proteico menor tornar a vida mais longa. São eles:

  • Uma menor ingestão de proteínas aumenta o fator de crescimento fibroblastos 21 (FGF21), um hormônio associado a um maior gasto energético, melhor regulação do açúcar no sangue e redução da inflamação;
  • Comer muita proteína fornece mais aminoácidos ao organismo, que, em excesso, pode favorecer o risco de obesidade, inflamação e outras condições ligadas ao envelhecimento.

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“Esses estudos mostram que a quantidade de proteína que as pessoas sedentárias consomem hoje em dia pode ter consequências negativas para a saúde, pelo menos em nível populacional”, afirma o autor principal do estudo, Dudley Lamming, em comunicado.

O estudo atual liderado por Lamming, que é professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, teve os resultados publicados na revista Cell Press Blue nessa sexta-feira (31/7).

Além dos prejuízos ligados ao consumo proteico em exagero, os pesquisadores encontraram estudos com humanos e animais nos quais os participantes que consumiram menos proteína em suas dietas perderam peso e gordura corporal, além de apresentarem melhores níveis de açúcar no sangue em jejum.

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Segundo os cientistas, uma menor quantidade de proteína na rotina alimentar pode ser uma alternativa à dietas de restrição calórica, que dificilmente são mantidas a longo prazo.

E quando um consumo maior de proteína é benéfico?

Por outro lado, os cientistas apontam que o consumo de proteína nem sempre é prejudicial. Na verdade, alguns grupos necessitam de um consumo proteico maior, como gestantes, idosos e atletas. 

Na terceira idade, a proteína pode ajudar a preservar a massa muscular, especialmente quando combinada com a realização de atividades físicas. Em atletas, o consumo proteico pode ser ainda maior e, mesmo assim, eles não correm risco de doenças metabólicas. A suspeita dos pesquisadores é que os exercícios protegem contra os prejuízos causados pela proteína e direcionam ela para os locais corretos no corpo. 

“É absolutamente claro que existem benefícios da proteína para o crescimento muscular e a resposta ao exercício em indivíduos ativos. Mas, como a maioria das pessoas é relativamente sedentária, muitas provavelmente consomem mais proteína do que realmente precisam, o que provavelmente acarreta consequências negativas para a saúde”, explica Lamming.

Para os pesquisadores, os resultados evidenciam que o consumo proteico deve ser personalizado de acordo com nível de atividade física do indivíduo, além de sua idade.