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Saúde

Composto derivado do CBD alivia dor sem provocar “barato” da cannabis

Derivado do canabidiol reduziu a dor neuropática em testes pré-clínicos e pode abrir caminho para novos analgésicos sem efeitos psicoativos

20/06/2026 16:41
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Foto colorida com zoom da cannabis - Metrópoles

Medicamentos derivados da cannabis já são utilizados para aliviar diferentes tipos de dor, mas muitos deles apresentam limitações por causa dos efeitos psicoativos associados ao THC, substância responsável pela sensação de euforia presente na planta.

Cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, identificaram um composto experimental que pode oferecer alívio sem provocar o chamado “barato”.

A descoberta envolve o KLS-13019, uma molécula derivada do canabidiol (CBD). Os resultados foram publicados na revista Drug Delivery and Translational Research em 2024.

Para a pesquisa, os cientistas investigaram formas de tratar a dor neuropática, condição provocada por lesões ou doenças que afetam os nervos e que costuma ser difícil de controlar. Em testes pré-clínicos, o composto conseguiu reduzir a dor sem produzir os efeitos comportamentais normalmente ligados ao THC.

Segundo os autores, a diferença está na forma como a substância atua no organismo. Em vez de atingir receptores presentes no cérebro, responsáveis pelos efeitos psicoativos da cannabis, o KLS-13019 parece agir principalmente em receptores CB1 localizados em outras partes do corpo.

O que torna o composto promissor

A estratégia permite aproveitar mecanismos relacionados ao controle da dor sem desencadear alterações de percepção, humor ou consciência. Para os pesquisadores, a descoberta pode representar um passo importante no desenvolvimento de analgésicos mais seguros para pessoas que convivem com dores crônicas.

Os cientistas destacam ainda que o composto foi projetado para manter propriedades terapêuticas do CBD e, ao mesmo tempo, reduzir riscos associados a substâncias que atuam diretamente no sistema nervoso central.

Apesar dos resultados animadores, os pesquisadores ressaltam que a descoberta ainda está em fase inicial. Os testes foram realizados em modelos pré-clínicos e serão necessários estudos em humanos para confirmar a eficácia e a segurança da substância.

Se os resultados forem reproduzidos nas próximas etapas de pesquisa, o composto poderá contribuir para o desenvolvimento de uma nova geração de medicamentos contra a dor neuropática, sem os efeitos psicoativos que limitam o uso de alguns produtos derivados da cannabis.

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