Cardiomiopatia hipertrófica: entenda causa de morte de Gabriel Ganley

Atestado de óbito do fisiculturista diz que morte foi causada por cardiomiopatia hipertrófica, que ocorre quando coração está hipertrofiado

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 gabriel-ganley-causa-da-morte - Foto: Reprodução/redes sociais.

De acordo com o atestado de óbito do fisiculturista Gabriel Ganley, o jovem de 22 anos teve morte súbita causada por cardiomiopatia hipertrófica. Ele foi encontrado morto no último sábado (23/5) por um amigo.

O quadro, também conhecido como miocardiopatia hipertrófica, acontece quando o músculo do coração sofre um espessamento. O fenômeno aumenta o tamanho do órgão, que fica sobrecarregado e suscetível a desenvolver arritmias graves e paradas cardíacas.

“As paredes espessas e rígidas dos ventrículos não relaxam de maneira adequada para permitir que as câmaras cardíacas se encham de sangue. Essa dificuldade se torna mais grave quando o coração bate aceleradamente (como durante atividades físicas), pois, nesse caso, há ainda muito menos tempo para o coração se encher. Por não se encher suficientemente, o coração bombeia menos sangue a cada batimento”, explica o Manual MSD.

A cardiomiopatia hipertrófica é uma das principais causas de morte súbita entre atletas com menos de 35 anos de idade. A doença pode ser congênita, ou seja, presente desde o nascimento, mas também pode se desenvolver pelo uso de anabolizantes.


Sintomas de cardiomiopatia hipertrófica

Os sinais da condição nem sempre são presentes, mas podem aparecer durante o esforço físico, quando o coração está sobrecarregado.

  • Desmaio (síncope).
  • Dor torácica.
  • Falta de ar.
  • Sensação de batimentos cardíacos irregulares (palpitações).

A ciência já sabe que os anabolizantes aumentam a pressão arterial e o trabalho do coração, que acaba sofrendo hipertrofia para conseguir lidar com o ritmo. Porém, a circulação não acompanha o crescimento rápido do órgão e as células começam a morrer.

Essas regiões que não funcionam mais podem causa arritmia grave. O uso das substâncias também aumenta o risco de coágulos, que podem entupir os vasos do coração e causar um infarto.

O diagnóstico da condição é feito por exame físico, eletrocardiograma e radiografia toráxica. A recomendação é que todos os atletas profissionais sejam avaliados para identificar fatores de risco, já que a maioria das crises acontece durante o exercício intenso.

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