Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Saúde

Candida auris: saiba mais sobre o superfungo com caso confirmado em PE

Resistente a medicamentos, o fungo preocupa pela alta possibilidade de surto e taxa de mortalidade de 59%

Juliana Contaifer13/01/2022 12:06, atualizado 13/01/2022 17:55
Compartilhar notícia
Getty Images
Foto colorida de placa de petri com fungos e bactérias - Metrópoles

Nesta quarta-feira (12/1), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou o terceiro caso de infecção pelo superfungo Candida auris no Brasil. O novo paciente foi infectado em Recife, e há ainda mais um suspeito em investigação.

O fungo é do mesmo gênero (Candida) do fungo Candida albicans, um dos principais causadores de candidíase, mas as espécies são bem diferentes. A candidíase por C. albicans é uma doença que pode afetar pele, unhas e órgãos genitais, mas é comum e de fácil tratamento. A infecção pelo Candida auris, por sua vez, é resistente a medicamentos e pode ser fatal.

O superfungo preocupa por poder causar infecção na corrente sanguínea, sendo possivelmente fatal para pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades. Ele também pode contaminar outras pessoas e causar surtos.

Assim como acontece em alguns casos de Covid-19, é possível que o organismo tenha uma reação exagerada ao fungo, atacando também órgãos saudáveis. Os principais sintomas da infecção são febre, alteração da pressão arterial, dificuldade para respirar e aceleração do ritmo cardíaco.

Porém, nem todas as pessoas contaminadas sofrem os efeitos da infecção – é possível pegar o C.auris na pele ou na mucosa e não ter problemas. O risco maior é quando o fungo entra na corrente sanguínea e, nesses casos, o índice de mortalidade chega a 59%.

O micro-organismo foi detectado em países da Ásia na década de 1990, chegando nos anos 2000 à Europa e à América do Norte. Em 2018, ele foi descoberto na Venezuela, Argentina e no Chile.

A principal maneira de prevenir a infecção pelo fungo e sua transmissão é apostar na higiene. Como a contaminação costuma acontecer em hospitais, a recomendação é garantir que profissionais de saúde e visitantes higienizem as mãos com frequência e usem itens de proteção quando forem lidar com pacientes infectados.

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters