Câncer raro tem afetado os mais jovens e cientistas buscam as razões
Dados de pesquisa recente aponta que apesar de ser raro, casos de câncer de apêndice em nascidos entre 1981 e 1989 quadruplicou
atualizado
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Segundo análises recentes realizadas nos Estados Unidos, em comparação às gerações mais velhas, pessoas abaixo dos 50 anos têm de três a quatro vezes mais chance de serem diagnosticadas com câncer de apêndice. Para a epidemiologista e bióloga molecular Andreana Holowatyj, autora de dois dos trabalhos atuais sobre o assunto, ainda é um mistério os motivos por trás do fenômeno.
Para se ter uma ideia, os dados mais recentes apontam que os casos de câncer no órgão triplicaram entre os nascidos de 1976 a 1984 em comparação com a geração de 1941 a 1949. Já entre os indivíduos que nasceram entre 1981 e 1989, o número quadruplicou.
Os trabalhos liderados pela pesquisadora foram publicados em 2020 na revista Gastroenterology e o mais recente em junho de 2025 no periódico Annals of Internal Medicine.
Especulações sobre o aumento de câncer de apêndice em jovens
Apesar de não descobrirem o que de fato está causando o aumento, os especialistas sugerem que os fatores por trás do fenômeno podem ser:
- Dieta inadequada;
- Falta de atividade física;
- Variantes genéticas herdadas;
- Exposições ambientais, como contato com microplásticos ou produtos químicos.
Além das dúvidas que pairam sobre o avanço do câncer em jovens, há preocupações sobre as diretrizes de tratamento e o rastreio, ambos considerados limitados.
Entre os principais sintomas do câncer de apêndice estão dor abdominal, pélvica e inchaço, indicativos que facilmente podem ser confundidos com os de outras condições. Apesar de a doença ser rara nessa faixa etária, devido ao aumento da incidência nos últimos anos em jovens, Andreana destaca ser essencial a procura de um profissional quando houver qualquer sinal semelhante
“Descartar a possibilidade de um diagnóstico de câncer de apêndice, ou diagnosticá-lo precocemente, é importante, à medida que continuamos a aprender sobre os fatores que podem estar contribuindo para essa tendência preocupante”, afirma a pesquisadora em comunicado.
Ainda sem respostas definitivas sobre as causas, os pesquisadores correm contra o tempo para avançar mais sobre os detalhes envolvendo o câncer de apêndice, ao mesmo tempo que a condição progride no público mais jovem.