Câncer raro tem afetado os mais jovens e cientistas buscam as razões

Dados de pesquisa recente aponta que apesar de ser raro, casos de câncer de apêndice em nascidos entre 1981 e 1989 quadruplicou

atualizado

metropoles.com

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SEBASTIAN KAULITZKI/BIBLIOTECA DE FOTOS CIENTÍFICAS/Getty Images
Ilustração colorida de apêndice - Metrópoles
1 de 1 Ilustração colorida de apêndice - Metrópoles - Foto: SEBASTIAN KAULITZKI/BIBLIOTECA DE FOTOS CIENTÍFICAS/Getty Images

Segundo análises recentes realizadas nos Estados Unidos, em comparação às gerações mais velhas, pessoas abaixo dos 50 anos têm de três a quatro vezes mais chance de serem diagnosticadas com câncer de apêndice. Para a epidemiologista e bióloga molecular Andreana Holowatyj, autora de dois dos trabalhos atuais sobre o assunto, ainda é um mistério os motivos por trás do fenômeno.

Para se ter uma ideia, os dados mais recentes apontam que os casos de câncer no órgão triplicaram entre os nascidos de 1976 a 1984 em comparação com a geração de 1941 a 1949. Já entre os indivíduos que nasceram entre 1981 e 1989, o número quadruplicou.

Os trabalhos liderados pela pesquisadora foram publicados em 2020 na revista Gastroenterology e o mais recente em junho de 2025 no periódico Annals of Internal Medicine.

Especulações sobre o aumento de câncer de apêndice em jovens

Apesar de não descobrirem o que de fato está causando o aumento, os especialistas sugerem que os fatores por trás do fenômeno podem ser:

  • Dieta inadequada;
  • Falta de atividade física;
  • Variantes genéticas herdadas;
  • Exposições ambientais, como contato com microplásticos ou produtos químicos.

Além das dúvidas que pairam sobre o avanço do câncer em jovens, há preocupações sobre as diretrizes de tratamento e o rastreio, ambos considerados limitados.

Entre os principais sintomas do câncer de apêndice estão dor abdominal, pélvica e inchaço, indicativos que facilmente podem ser confundidos com os de outras condições. Apesar de a doença ser rara nessa faixa etária, devido ao aumento da incidência nos últimos anos em jovens, Andreana destaca ser essencial a procura de um profissional quando houver qualquer sinal semelhante

“Descartar a possibilidade de um diagnóstico de câncer de apêndice, ou diagnosticá-lo precocemente, é importante, à medida que continuamos a aprender sobre os fatores que podem estar contribuindo para essa tendência preocupante”, afirma a pesquisadora em comunicado.

Ainda sem respostas definitivas sobre as causas, os pesquisadores correm contra o tempo para avançar mais sobre os detalhes envolvendo o câncer de apêndice, ao mesmo tempo que a condição progride no público mais jovem.

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