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Saúde

Calor e poluição aumentam risco de AVC em idosos, aponta estudo da USP

Resultados preliminares em São Paulo mostram que a duração das ondas de calor e a poluição do ar influenciam as chances de AVC

29/10/2026 12:54
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Foto colorida de homem idosos, vestido com blusa branca, olhando para o mar enquanto a fotografia é tirada pelo perfil do personagem - Metrópoles.

As ondas de calor estão associadas ao aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas com 65 anos ou mais. Segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), a associação é mais forte quando as temperaturas elevadas se combinam com a poluição do ar.

Os resultados ainda são preliminares e foram apresentados pela professora Alessandra Carvalho Goulart, da Faculdade de Medicina da USP, durante a Fapesp Week Países Baixos, conforme divulgado pela Agência Fapesp.

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O estudo considerou ondas de calor os períodos com pelo menos dois dias consecutivos de temperaturas máximas de 33,1 °C ou mais. Na análise apenas do calor, as chances de AVC aumentaram 12,1% por dia adicional. Quando o modelo incorporou a interação com a poluição por partículas inaláveis, chamadas PM10, a elevação foi para 40,4%.

O percentual representa um aumento relativo nas chances calculadas pela análise, não a proporção de idosos que terão um AVC.

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Sintomas de AVC que exigem ação imediata

  • Fraqueza.
  • Dificuldade para mover um lado do corpo.
  • Boca torta.
  • Fala enrolada.
  • Dificuldade para encontrar palavras.
  • Tontura.
  • Alteração de equilíbrio
  • Perda parcial da visão.

Como o calor afeta o organismo

Segundo Goulart, a desidratação provocada pelo calor reduz a parte líquida do sangue, tornando-o mais espesso. A exposição também altera o controle da temperatura corporal e o funcionamento cardiovascular, afetando a circulação e a pressão sanguínea.

Na avaliação da pesquisadora, proteger a saúde cerebral dos idosos exige combinar cuidados cardiovasculares individuais com medidas de adaptação climática nas cidades.