Chuva e calor aumentam risco de doença do carrapato; saiba como evitar
Período de chuva e calor aumenta a proliferação do carrapato, exigindo uso contínuo de medicação e limpeza no ambiente

O aumento das chuvas e do calor acelera a proliferação do carrapato, elevando o risco de transmissão de bactérias e protozoários graves para os pets. O veterinário Vinícius José de Carvalho alerta que o parasita precisa de apenas três a seis horas fixado na pele para contaminar o animal. A prevenção exige o uso rigoroso de antiparasitários e a higienização constante do ambiente para evitar reinfecções.
Entenda
- A transmissão das bactérias e protozoários pelo carrapato pode acontecer entre três a seis horas após a fixação na pele.
- Perda de apetite, febre, fraqueza, sangramento nasal e convulsões são sintomas frequentes da infecção no cão.
- A doença pode ficar escondida por meses no baço e na medula óssea sem apresentar sintomas aparentes no animal.
- A confirmação exige a união de hemograma, testes de anticorpos e PCR para evitar resultados falso-negativos.
- Quase toda a população de carrapatos fica escondida no ambiente, exigindo limpeza de frestas e quintais além do remédio no pet.

A proliferação do carrapato nos meses quentes e chuvosos favorece a transmissão da erliquiose, babesiose e anaplasmose. Os primeiros sinais notados no animal incluem depressão, apatia, cansaço extremo, perda de peso e falta de apetite, podendo haver sangramentos nasais. Em casos mais severos, o pet pode apresentar inflamações nos olhos, dores nas articulações e episódios de convulsão.
Ao contrário do que muitos tutores imaginam, a doença não é transmitida pelo contato direto, saliva ou urina entre os animais ou para os humanos. “A transmissão depende obrigatoriamente da picada de um carrapato infectado”, esclarece o professor.
A retirada manual do parasita não impede a contaminação, pois a infecção pode ocorrer em poucas horas após a fixação na pele.
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Diagnóstico e combate ao carrapato
O diagnóstico exige uma combinação de exames, pois o hemograma sinaliza apenas alterações como a queda nas plaquetas e anemia. Os testes rápidos e sorológicos identificam anticorpos, mas podem falhar nas três primeiras semanas da fase aguda.
O exame de PCR detecta o DNA do agente, porém, pode apresentar resultado negativo se o microrganismo estiver alojado em órgãos como o baço. Se o tratamento for iniciado com atraso, o animal pode sofrer lesões funcionais permanentes em órgãos vitais, como rins, olhos e medula óssea.
O tratamento costuma ser feito com o uso prolongado de antibióticos por quatro semanas na fase inicial. “Entretanto, na fase subclínica e crônica recomenda-se estender a antibioticoterapia por seis a até oito semanas contínuas”, pontua Vinícius.

A aplicação frequente de medicamentos antiparasitários é a única forma eficaz de interromper o ciclo do carrapato, atuando como uma barreira preventiva constante. Como apenas 5% dos parasitas ficam no corpo do hospedeiro enquanto 95% permanecem no ambiente, o controle restrito ao corpo do cão não soluciona o problema.
A higienização ambiental correta impede que parasitas subam no animal, quebrando a reinfecção. O cuidado com o ambiente doméstico garante a eficácia do tratamento e protege o pet de novos contágios.


