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É o bicho!

Chuva e calor aumentam risco de doença do carrapato; saiba como evitar

Período de chuva e calor aumenta a proliferação do carrapato, exigindo uso contínuo de medicação e limpeza no ambiente

19/10/2026 02:00
Getty Images
cachorro se coçando por conta de pulga e carrapato

O aumento das chuvas e do calor acelera a proliferação do carrapato, elevando o risco de transmissão de bactérias e protozoários graves para os pets. O veterinário Vinícius José de Carvalho alerta que o parasita precisa de apenas três a seis horas fixado na pele para contaminar o animal. A prevenção exige o uso rigoroso de antiparasitários e a higienização constante do ambiente para evitar reinfecções.

Entenda

  • A transmissão das bactérias e protozoários pelo carrapato pode acontecer entre três a seis horas após a fixação na pele.
  • Perda de apetite, febre, fraqueza, sangramento nasal e convulsões são sintomas frequentes da infecção no cão.
  • A doença pode ficar escondida por meses no baço e na medula óssea sem apresentar sintomas aparentes no animal.
  • A confirmação exige a união de hemograma, testes de anticorpos e PCR para evitar resultados falso-negativos.
  • Quase toda a população de carrapatos fica escondida no ambiente, exigindo limpeza de frestas e quintais além do remédio no pet.
Getty ImagesCarrapato
A transmissão pode acontecer em poucas horas de fixação e provoca desde fraqueza até sangramentos e convulsões

A proliferação do carrapato nos meses quentes e chuvosos favorece a transmissão da erliquiose, babesiose e anaplasmose. Os primeiros sinais notados no animal incluem depressão, apatia, cansaço extremo, perda de peso e falta de apetite, podendo haver sangramentos nasais. Em casos mais severos, o pet pode apresentar inflamações nos olhos, dores nas articulações e episódios de convulsão.

Ao contrário do que muitos tutores imaginam, a doença não é transmitida pelo contato direto, saliva ou urina entre os animais ou para os humanos. “A transmissão depende obrigatoriamente da picada de um carrapato infectado”, esclarece o professor. 

A retirada manual do parasita não impede a contaminação, pois a infecção pode ocorrer em poucas horas após a fixação na pele.

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Getty ImagesCarrapato
Eles são animais ectoparasitas que se alimentam de sangue

Diagnóstico e combate ao carrapato

O diagnóstico exige uma combinação de exames, pois o hemograma sinaliza apenas alterações como a queda nas plaquetas e anemia. Os testes rápidos e sorológicos identificam anticorpos, mas podem falhar nas três primeiras semanas da fase aguda. 

O exame de PCR detecta o DNA do agente, porém, pode apresentar resultado negativo se o microrganismo estiver alojado em órgãos como o baço. Se o tratamento for iniciado com atraso, o animal pode sofrer lesões funcionais permanentes em órgãos vitais, como rins, olhos e medula óssea. 

O tratamento costuma ser feito com o uso prolongado de antibióticos por quatro semanas na fase inicial. “Entretanto, na fase subclínica e crônica recomenda-se estender a antibioticoterapia por seis a até oito semanas contínuas”, pontua Vinícius.

Getty ImagesCachorro se coçando
Fazer a retirada de forma manual não elimina o risco do pet contrair a doença

A aplicação frequente de medicamentos antiparasitários é a única forma eficaz de interromper o ciclo do carrapato, atuando como uma barreira preventiva constante. Como apenas 5% dos parasitas ficam no corpo do hospedeiro enquanto 95% permanecem no ambiente, o controle restrito ao corpo do cão não soluciona o problema.

A higienização ambiental correta impede que parasitas subam no animal, quebrando a reinfecção. O cuidado com o ambiente doméstico garante a eficácia do tratamento e protege o pet de novos contágios.