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Como os tutores, pets também podem fazer terapia; saiba como funciona

Veterinária explica de que forma a terapia para pets auxilia no controle da ansiedade, agressividade e medo em cães e gatos

atualizado

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Foto colorida de um cachorro e um gato - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de um cachorro e um gato - Metrópoles - Foto: Getty Images

Já ouviu falar em terapia para pets? Cada vez mais tutores procuram alternativas para lidar com comportamentos desafiadores em seus animais de estimação. Entre as opções, essa é uma prática que auxilia cães e gatos em casos de ansiedade de separação, agressividade, medo de barulhos ou dificuldades de adaptação, e mostra que a saúde mental não é exclusividade dos humanos.

Apesar de parecer novidade, a ideia de oferecer acompanhamento psicológico a animais cresce à medida que se reconhece que eles também sofrem com estresse. Alterações de rotina, chegada de novos membros à família ou ambientes barulhentos podem provocar mudanças de comportamento. Nessas situações, a técnica busca identificar causas e propor estratégias para devolver equilíbrio ao dia a dia do pet.

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Segundo a veterinária Simone Freitas, o bem-estar emocional é tão essencial quanto o físico. “Da mesma forma que o bem-estar, para nós humanos, está diretamente ligado à saúde física, assim está para os animais, que são seres sencientes”, explica.

Esse tipo de intervenção não substitui a atuação do veterinário, mas agrega. Simone destaca que a terapia difere do adestramento comum. Enquanto o adestramento desenvolve obediência por meio de comandos, a terapia trata comportamentos. “Ou seja, a terapia trata as emoções e o adestramento ensina o pet a desenvolver habilidades de ação.”

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Como funciona a terapia

O processo começa com uma avaliação detalhada do histórico do pet. O profissional analisa rotina, ambiente, hábitos e situações de estresse. A partir daí, elabora um plano que pode incluir condicionamento positivo, enriquecimento ambiental e treinos de socialização.

As técnicas variam conforme o diagnóstico. A especialista destaca que o tratamento costuma ser multimodal, com diferentes abordagens. “Entre as técnicas disponíveis destacam-se o uso de florais, acupuntura, canabidiol, fitoterápicos, feromônios e até medicamentos controlados, como ansiolíticos e antidepressivos.”

O tutor tem papel fundamental para o sucesso do tratamento. Cabe a ele observar o comportamento do animal, aplicar as orientações em casa e manter o contato com o profissional. “É preciso paciência com o tempo exigido para as mudanças positivas ocorrerem”, reforça a veterinária.

Os resultados aparecem de forma gradual e dependem da personalidade de cada pet. Cães que latem em excesso podem ser estimulados a redirecionar a energia. Gatos medrosos podem desenvolver maior segurança com estímulos controlados. O princípio é sempre respeitar o ritmo do animal para evitar medidas bruscas que agravem a ansiedade.

Foto colorida de um cachorro latindo - Metrópoles
O acompanhamento permite identificar causas de estresse e propor soluções direcionadas para o pet

Além das técnicas, a terapia orienta os tutores a compreenderem melhor o comportamento do pet. Em muitos casos, pequenas mudanças na rotina já fazem diferença significativa.

“A ansiedade de separação, por exemplo, é um distúrbio muito comum, principalmente depois da pandemia, quando os tutores retornaram ao trabalho presencial. Pode ser amenizado, na maioria das vezes, com mudanças na rotina de passeios, enriquecimento ambiental e muito amor”, informa a veterinária.

Quando procurar ajuda

A terapia é indicada quando o comportamento começa a afetar a qualidade de vida do animal ou a convivência com a família. Destruição de objetos, medo constante e agressividade são sinais de alerta.

Não há idade certa para iniciar o acompanhamento. “O ideal é que o tutor tenha acesso às informações necessárias para prevenir e identificar qualquer sinal de sofrimento no seu pet e, assim, buscar ajuda”, afirma a profissional.

Mesmo animais considerados tranquilos podem se beneficiar. Ao ajudar os bichos a lidar com situações de desconforto, a terapia também melhora a convivência em casa, reduz tensões e fortalece o vínculo com o tutor. “Funciona como uma terapia familiar e todos são beneficiados”, comenta a veterinária.

Foto colorida de tutor sorrindo e fazendo carinho em pet
A participação do tutor é essencial para o sucesso da terapia comportamental

Mercado em expansão

Com o crescimento do setor pet, os serviços voltados para comportamento e bem-estar ganham cada vez mais espaço. Escolas de adestramento, clínicas especializadas e profissionais independentes oferecem pacotes de acompanhamento, que variam em duração e método aplicado. A procura aumenta principalmente em grandes centros urbanos, onde os animais convivem mais de perto com a rotina agitada dos tutores.

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