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Pets: cães e gatos podem ajudar a frear o envelhecimento, diz estudo

Por exigirem mais atenção e interação, estudo revela que cães e gatos ativam regiões cerebrais ligadas à socialização, memória e atenção

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1 de 1 Imagem colorida de idoso segurando cachorro no colo - Metrópoles - Foto: Justin Paget/Getty Images

Ter animais de estimação em casa traz diversos benefícios físicos e mentais, além de ser sinônimo de felicidade, carinho e cuidados. Entre essas várias vantagens, pesquisadores suíços identificaram que ter cães ou gatos pode ajudar a retardar o declínio das funções cerebrais em pessoas com mais de 50 anos.

O estudo foi realizado por cientistas das universidades Genebra, Lausanne e Zurique, na Suíça, e publicado em maio na revista científica Scientific Reports.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores se basearam em dados de oito edições da Pesquisa de Saúde e Aposentadoria na Europa (Share, na sigla em inglês). O estudo envolveu a análise de informações de adultos com 50 anos ou mais ao longo de 18 anos.

“A posse de animais de estimação tem sido associada a uma influência positiva no funcionamento cognitivo e no declínio cognitivo na fase final da vida adulta. No entanto, há pouca compreensão de como diferentes espécies de pets estão associadas a esses resultados”, explica a principal autora do artigo e pesquisadora, Adriana Rostekova, da Universidade de Genebra, em entrevista ao portal britânico The Guardian.

Diferenças de ter cachorro, gato ou outros animais

Após a investigação, cientistas identificaram que os donos de cães apresentaram melhores resultados em testes de memória, tanto na imediata – ligada à capacidade de lembrar algo logo após ser apresentado – quanto na tardia – relacionado à capacidade de lembrar algo depois de um tempo, como horas ou dias.

Já em tutores de gatos, foi detectado um declínio mais lento da fluência verbal, que é a habilidade de formar frases e se expressar com clareza e agilidade.

coceira em cachorro e gato
Cachorros e gatos são bons aliados para frear o envelhecimento cognitivo de seus tutores

Por outro lado, pets como peixes e pássaros não mostraram efeitos significativos na preservação das funções cerebrais. Isso pode estar ligado a alguns fatores, como a vida útil curta dos animais e o baixo nível de interação e estímulos com eles. No caso dos pássaros, os ruídos também podem interferir negativamente no sono do dono e prejudicar a saúde cerebral.

“É possível que a interação com cães e gatos forneça uma estimulação cognitiva única, que pode ser menos vista em outros animais de estimação menos exigentes”, revela Rostekova.

Por exigirem mais atenção, contato e interação, cães e gatos ativam regiões cerebrais ligadas à socialização, memória e atenção, como o córtex pré-frontal e o hipocampo.

O estudo oferece uma nova perspectiva sobre como os pets podem ajudar a diminuir os efeitos do envelhecimento mental natural. No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda são necessárias mais investigações para compreender a fundo os efeitos neurológicos da convivência entre animais de estimação e pessoas mais velhas.

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