Cachorro percebe sinais de câncer em tutora e ajuda no diagnóstico

Cachorro de estimação mudou comportamento e levou mulher a buscar ajuda médica após sintomas ignorados

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Foto colorida de mulher beijando o cachorro - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de mulher beijando o cachorro - Metrópoles - Foto: Reprodução / Redes sociais

O que parecia apenas um traço de personalidade acabou se tornando um alerta crucial. Aos 24 anos, a britânica Meg Jones levava uma rotina comum até perceber que algo estava diferente — não apenas em seu corpo, mas principalmente no comportamento do próprio cachorro.

O animal, descrito como mais “grudado” do que o normal, passou a segui-la constantemente, insistindo em ficar ao seu lado o tempo todo. A mudança chamou atenção, já que não era um padrão habitual.

Ao mesmo tempo, Meg também começou a notar sinais físicos incomuns, como cansaço extremo e uma sensibilidade maior ao álcool, ficando embriagada com pequenas quantidades.

Inicialmente, os sintomas foram ignorados ou associados ao estresse. No entanto, a insistência do cachorro em permanecer próximo levantou um alerta emocional difícil de ignorar — e acabou sendo decisiva.

Com o passar dos dias, os sinais se tornaram mais evidentes. O cansaço persistente e a sensação de fraqueza passaram a impactar a rotina da inglesa. Diante da combinação de sintomas e da percepção de que algo não estava certo, ela decidiu procurar atendimento médico.

A decisão levou a um diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda (LLA), um tipo raro e agressivo de câncer no sangue que evolui rapidamente e exige tratamento imediato.


O que é a leucemia linfoblástica aguda

A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. A doença se desenvolve rapidamente e pode comprometer a produção normal das células sanguíneas.

O tratamento geralmente envolve quimioterapia e pode exigir internações prolongadas, dependendo da resposta do paciente. Entre os principais sinais estão:

  • Cansaço intenso e fraqueza;
  • Palidez;
  • Infecções frequentes;
  • Sangramentos ou hematomas com facilidade.

A doença, muitas vezes, apresenta sintomas inespecíficos no início, o que pode dificultar a identificação precoce. No caso de Meg, o diagnóstico veio pouco tempo depois dos primeiros sinais, o que foi fundamental para o início do tratamento.

A rapidez com que tudo aconteceu marcou profundamente a vida da jovem e de sua família. Pouco antes do diagnóstico, ela havia ficado noiva de Kai Solway durante uma viagem a Paris — um momento que simbolizava o início de uma nova fase.

No entanto, apenas duas semanas após o pedido de casamento, a realidade mudou completamente. Em uma publicação nas redes sociais, Kai descreveu o impacto da notícia:

“Depois de ficar noivo em Paris, estar em um hospital duas semanas depois e acompanhar a Meg durante uma internação de cinco semanas com quimioterapia, foi algo inacreditável”, relatou.

Ele também destacou a agressividade da doença e a dificuldade de lidar com a rapidez dos acontecimentos: “Este é um tipo raro de leucemia que age rapidamente e não dá tempo para processar nada”.

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Quando afetadas, as células sofrem mutações e começam a se multiplicar de forma descontrolada, substituindo as outras células sanguíneas – glóbulos vermelhos e plaquetas
Além desses, existem ainda outros subtipos da doença, como, por exemplo, leucemia mieloide crônica, leucemia linfoide aguda, leucemia linfoide crônica, leucemia de células-T do adulto, leucemia linfocítica granular T ou NK, leucemia agressiva de células NK e leucemia de células pilosas
A leucemia linfoide e mieloide são os dois principais tipos da doença. Elas podem ser classificadas como crônicas ou agudas
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A leucemia linfoide e mieloide são os dois principais tipos da doença. Elas podem ser classificadas como crônicas ou agudas

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Quando afetadas, as células sofrem mutações e começam a se multiplicar de forma descontrolada, substituindo as outras células sanguíneas – glóbulos vermelhos e plaquetas
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Quando afetadas, as células sofrem mutações e começam a se multiplicar de forma descontrolada, substituindo as outras células sanguíneas – glóbulos vermelhos e plaquetas

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Além desses, existem ainda outros subtipos da doença, como, por exemplo, leucemia mieloide crônica, leucemia linfoide aguda, leucemia linfoide crônica, leucemia de células-T do adulto, leucemia linfocítica granular T ou NK, leucemia agressiva de células NK e leucemia de células pilosas
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Além desses, existem ainda outros subtipos da doença, como, por exemplo, leucemia mieloide crônica, leucemia linfoide aguda, leucemia linfoide crônica, leucemia de células-T do adulto, leucemia linfocítica granular T ou NK, leucemia agressiva de células NK e leucemia de células pilosas

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O tratamento está sendo realizado no hospital The Christie, referência em oncologia no Reino Unido, onde ela permanece sob cuidados especializados. Desde o diagnóstico, Meg enfrenta sessões intensas de quimioterapia e segue em acompanhamento médico contínuo. Apesar do tratamento estar longe do fim, ela diz que enfrenta a doença um dia de cada vez.

“A vida após o tratamento do câncer ainda não é fácil, mas há muito o que comemorar”, conta.

A jornada, embora desafiadora, também mobilizou uma rede de apoio. Como forma de retribuir o cuidado recebido, Kai decidiu correr a maratona de Manchester para arrecadar fundos para a instituição responsável pelo tratamento da noiva.

Quando os animais ajudam a salvar vidas

Embora não substituam diagnósticos médicos, há várias histórias pelo mundo de que animais de estimação podem perceber alterações no corpo humano, como mudanças de cheiro, comportamento ou até sinais de doenças.

No caso de Meg, a atitude insistente do cachorro funcionou como um alerta precoce indireto — algo que contribuiu para que ela buscasse ajuda antes que o quadro se agravasse ainda mais.

A trajetória de inglesa mostra como sinais aparentemente simples podem ter grande importância. O comportamento do cachorro, inicialmente visto como apenas afeto, acabou sendo um dos fatores que a levaram a investigar sintomas que poderiam ter sido ignorados por mais tempo.

Hoje, entre desafios e incertezas, a jovem segue em tratamento com o apoio da família — e com a certeza de que, de alguma forma, seu companheiro de quatro patas teve um papel decisivo em sua história.

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