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Saúde

Brasileiros criam exame inovador para dengue, zika e chikungunya

O método consegue diferenciar os vários tipos de vírus, o que é importante tanto para o combate das doenças quanto para os tratamento

20/11/2019 16:42
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Daniel Guimarães/ A2img
Brasileiros criam exame inovador para dengue, zika e chikungunya

Um feito brasileiro na área de saúde. Um novo exame desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), instituição de pesquisa fruto de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o governo paranaense, detecta os quatro tipos de vírus que causam a dengue, além dos da zika e da chikungunya.

“É o único que faz isso no Brasil”, diz Fabricio Marchini, gerente de desenvolvimento tecnológico do IBMP e pesquisador da Fiocruz Paraná. No caso específico da dengue, outros métodos não são capazes de diferenciar os tipos virais.

De acordo com a Agência Einstein, o novo exame será importante para o controle da epidemia. Primeiro porque auxiliará na obtenção de diagnósticos mais precisos. Atualmente, os testes usados na maioria dos serviços da rede pública captam os anticorpos produzidos em resposta à presença dos vírus, nas isso pode levar a resultados falso-positivos pois os anticorpos permanecem no corpo mesmo após a eliminação do agente infeccioso.

“O resultado pode ser confuso”, resume o patologista João Renato Rebello Pinho, coordenador do laboratório de técnicas especiais do Hospital Israelita Albert Einstein e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Além disso, os sintomas iniciais das três doenças são bastante parecidos (febre, erupção cutânea e coloração amarela na pele ou nos olhos).

Por isso, identificar corretamente se é dengue, zika ou chikungunya — e ainda apontar, no caso da dengue, qual o tipo de vírus — é uma grande vantagem do método criado pelos brasileiros. Esse conhecimento pode modificar o tratamento e ajudar a contornar eventuais surtos que estão se disseminando pelo país.

O exame, chamado de ZDC Biomol, acaba de obter o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e poderá ser ofertado via Biomanguinhos/Fiocruz ao Ministério da Saúde. (Com informações da Agência Einstein)

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