Brasileiros conseguem parar infecção pelo vírus da zika em ratos

Medicamento experimental conseguiu bloquear a ação do micro-organismo e evitar danos no cérebro de fetos com a doença

atualizado 20/07/2020 13:56

zika vírus visto por microscópioCallista Images/Getty Images

Uma equipe de pesquisadores brasileiros, argentinos e americanos encontrou um medicamento capaz de parar a ação do vírus da zika em camundongos e evitar danos no cérebro de fetos com a doença. O estudo com a droga experimental foi publicado nesta segunda (20/7), na revista científica Nature Neuroscience.

O remédio, feito com uma substância apelidada de HP163 inibe um receptor ativado pelo vírus chamado AHR, que limita a resposta imunológica do paciente.

Ratos grávidos também foram infectados pelo vírus, e o medicamento protegeu os fetos de danos cerebrais — em humanos, a zika é responsável por microcefalia em filhos de mães que ficaram doentes durante a gravidez. Houve remissão total do vírus na placenta, e os ratinhos nasceram saudáveis.

Os próximos passos da pesquisa envolvem testes em macacos, e, em seguida, estudos clínicos para verificar a segurança e eficácia em humanos.

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