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Saúde

Brasil propõe à OMS restrições globais a ultraprocessados. Entenda

Proposta apresentada em assembleia da OMS prevê restrições à publicidade e venda de alimentos voltadas a crianças e adolescentes

21/05/2026 09:52
Getty Images
Foto colorida de alimentos ultraprocessados - Médicos apontam piores alimentos para quem tem pressão alta - Metrópoles

O Brasil apresentou na última terça-feira (19/5), durante a Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma proposta para criar regras internacionais voltadas à venda e à publicidade de alimentos ultraprocessados. A iniciativa foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Genebra, na Suíça.

A proposta prevê medidas para reforçar o controle sobre a comercialização desses produtos, especialmente entre crianças e adolescentes. Alguns dos pontos defendidos pelo governo brasileiro são normas sobre propaganda, monitoramento do consumo e estratégias digitais usadas para divulgar os alimentos.

Segundo Padilha, o avanço da publicidade direcionada nas redes sociais e em plataformas digitais exige respostas mais rígidas.

“Nossa proposta chama atenção para práticas que exigem respostas regulatórias urgentes, como a publicidade direcionada, o marketing por influenciadores, os jogos publicitários, a personalização baseada em dados e os conteúdos digitais transfronteiriços”, afirmou.

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afirma que a ideia é criar sistemas mais claros para classificar alimentos ultraprocessados e ampliar o debate sobre hábitos alimentares saudáveis.

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A preocupação está ligada ao aumento de doenças associadas à alimentação. Dados recentes apontam que metade das crianças e adolescentes brasileiros pode ter obesidade ou sobrepeso até 2040.

A proposta brasileira ainda será debatida entre os países-membros da OMS. A expectativa é que o tema avance ao longo dos próximos meses e possa ser votado na próxima Assembleia Mundial da Saúde, prevista para o início de 2027.

Caso avance, a iniciativa poderá abrir caminho para recomendações internacionais sobre publicidade e venda de alimentos ultraprocessados, principalmente em ambientes digitais voltados ao público infantil.