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Saúde

Bebe demais? Gostar de álcool pode estar no seus genes

Cientistas descobriram variações no DNA que tornam bebidas alcoólicas mais prazerosas e fáceis de consumir

21/01/2020 05:30, atualizado 21/01/2020 07:40
kazuend/Unsplash
Imagemn colorida de brinde cerveja - Metrópoles

Segundo pesquisadores da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, pessoas que bebem mais de 35 unidades de álcool por semana (o equivalente a cinco garrafas de vinho para homens e três para mulheres) possuem seis variações no DNA que explicam porque o consumo tende a ser maior.

Entre essas variações, dois genes são específicos para regular a relação com a bebida: um deles participa do sistema de prazer e recompensa, enquanto o outro torna o álcool e os alimentos açucarados mais agradáveis ao paladar.

Um terceiro gene –  o ADH1B – regula o metabolismo do álcool pelo corpo: pessoas com pouca expressão dele demoram mais para sentir os efeitos da bebida e não se sentem nauseados rapidamente, podendo consumir maiores quantidades.

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O estudo foi feito com 125 mil pessoas entre 40 e 69 anos, que responderam questionários sobre os hábitos de consumo de bebidas e cederam amostras de sangue para mapeamento genético. O abuso de álcool está ligado a doenças como artrite, pressão alta, câncer e diabetes tipo 2.

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“A melhora no nível de conhecimento quanto ao risco genético de consumo de álcool vai levar a futuros estudos e oportunidades para criar novos tratamentos para pessoas com doenças relacionadas à bebida”, diz o professor Andrew Thompson, um dos responsáveis pela pesquisa, em entrevista ao Daily Mail.

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