Entenda o caso de baixa testosterona descoberto por Zé Felipe. Veja vídeo

Cantor revelou diagnóstico e uso de implante hormonal; médicos explicam riscos, benefícios e quando a reposição de testosterona é indicada

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1 de 1 Foto colorida de rapaz dentro da pscina fazendo pose para cãmera - Metrópoles. - Foto: Reprodução / Instagram

O cantor Zé Felipe chamou atenção nas redes sociais ao revelar que foi diagnosticado com baixa testosterona e iniciou tratamento com reposição hormonal. O relato do artista levantou dúvidas sobre quando a condição deve ser tratada, quais são os sintomas e quais métodos são considerados seguros.

 

A chamada “testosterona baixa” — ou hipogonadismo — é uma condição que pode afetar homens em diferentes idades e precisa ser confirmada por avaliação médica. Especialistas alertam que o uso do hormônio sem indicação pode trazer riscos à saúde.

O que é a testosterona e por que ela é importante

A testosterona é o principal hormônio masculino, produzido principalmente pelos testículos. Ela tem papel essencial no organismo, sendo responsável por funções como:

  • Desenvolvimento de características masculinas;
  • Manutenção da massa muscular;
  • Regulação da libido;
  • Produção de espermatozoides;
  • Influência no humor e na disposição.

Quando os níveis estão baixos, podem surgir sintomas como cansaço excessivo, redução do desejo sexual, perda de massa muscular e até alterações emocionais.

A baixa testosterona acontece quando o organismo não produz o hormônio em quantidade suficiente. O diagnóstico, segundo especialistas, não deve ser feito apenas com base nos sintomas.

É necessário combinar avaliação clínica com exames laboratoriais. Isso porque os níveis hormonais podem variar ao longo do dia e também de acordo com fatores como idade, estresse e estilo de vida.

O que é o “chip” hormonal

No caso do ex-de Vírginia Fonseca, o tratamento envolve o chamado “chip de testosterona”, que na verdade é um implante hormonal. De acordo com o clínico Marcelo Bechara, especialista em reposição hormonal masculina pela Harvard Medical School, o termo “chip” não é técnico:

O chip, na verdade, é um implante de testosterona. É apenas um veículo de reposição hormonal. Esse implante é inserido sob a pele e libera o hormônio de forma contínua ao longo do tempo. Ele consegue dar uma liberação prolongada do hormônio por cerca de seis a doze meses”, explica.

Segundo o especialista, a testosterona utilizada é chamada de bioidêntica, por ser semelhante à produzida naturalmente pelo corpo. O implante é uma das formas de reposição hormonal disponíveis, assim como gel e injeções. A escolha depende de avaliação individual.

Quem pode fazer reposição hormonal

Nem todos os homens com sintomas devem usar testosterona. O tratamento só é indicado quando há confirmação médica da deficiência hormonal. Segundo o especialista é preciso passar com um médico primeiro para avaliar a necessidade da reposição.

As contraindicações vêm sendo revistas ao longo dos anos, mas o acompanhamento médico continua sendo essencial. O uso indiscriminado de testosterona, especialmente com fins estéticos, é motivo de preocupação para os profissionais da saúde.

De acordo com o endocrinologista Clayton Macedo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP),  a reposição hormonal deve ser feita com cautela e indicação precisa, já que pode causar efeitos adversos quando utilizada de forma inadequada.

Entre os riscos estão alterações cardiovasculares, problemas hormonais e impacto na fertilidade. A orientação é buscar avaliação médica ao perceber sintomas persistentes, como:

  • Queda da libido;
  • Cansaço frequente;
  • Dificuldade de concentração;
  • Perda de massa muscular.

O tratamento, quando necessário, pode melhorar a qualidade de vida — mas só deve ser feito com acompanhamento especializado. O depoimento de Zé Felipe ajuda a trazer visibilidade para um tema comum, mas ainda cercado de dúvidas.

Mesmo assim, os especialistas reforçam que a reposição de testosterona não é solução estética nem deve ser feita por conta própria. Com diagnóstico correto e orientação médica, o tratamento pode ser seguro e eficaz. Sem isso, os riscos superam os benefícios.

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