BA.2 é responsável por 86% dos novos casos de Covid no mundo, diz OMS

Aumento global dos casos de Covid-19 continua impulsionado por surtos na Ásia e por uma nova onda na Europa

atualizado 23/03/2022 13:28

Imagem colorida de fachada da Organização Mundial da SaúdeDivulgação

A diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, informou, nesta quarta-feira (23/3), que aproximadamente nove em cada dez casos de Covid-19 em todo o mundo agora são causados ​​pela subvariante da Ômicron BA.2.

“A BA.2 está se espalhando por todo o mundo, 86% dos sequenciamentos são de BA.2. É essencial que tenhamos uma boa vigilância, com testagem sólida e rastreamento”, disse Van Kerkhove durante coletiva de imprensa na sede da OMS.

O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que o aumento global dos casos de Covid-19 continua impulsionado por surtos na Ásia e por uma nova onda na Europa. Em muitos países, a taxa de transmissão do coronavírus é superior a 1, indicando ascendência na curva de novas infecções.

“Vários países estão agora vendo suas maiores taxas de mortalidade desde o início da pandemia. Isso reflete a velocidade com que a Ômicron se espalha e o risco aumentado de morte para aqueles que não são vacinados, especialmente as pessoas mais velhas”, disse Tedros.

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Fim das restrições

Maria Van Kerkhove voltou a falar sobre a importância das restrições como estratégia de controle da circulação do vírus, especialmente entre os mais vulneráveis à Covid.

“Independentemente das variantes que estejam circulando, se nós levantarmos todas as restrições, o vírus se espalhará. Os países precisam entender isso. Pedimos que tenham políticas sensatas, com a utilização de máscara, distanciamento físico, aumento da cobertura vacinal e testagem”, disse.

O diretor-geral da OMS reforçou que a pandemia ainda não terminou. “Todos nós queremos seguir em frente, mas não importa o quanto desejemos, esta pandemia não acabou. Até atingirmos uma alta cobertura de vacinação em todos os países, continuaremos a enfrentar o risco de aumento de infecções e novas variantes emergentes que escapem das vacinas”, disse Tedros.

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